quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Maxivest II - 1

29- Em qual opção o verbo está flexionado incorretamente?

O enxoval conviria às noivas dos bairros mais pobres.
Não despeças os carregadores antes do desembarque.
Os policiais interviram nos protestos dos grevistas.
A noiva precaveu-se contra os prejuízos da mudança.
Eu expeço, primeiramente, as malas dos estudantes.
Os verbos terminados em –edir têm conjugação idêntica à do verbo pedir, com exceção dos terminados em –gredir, que são conjugados como agredir.

- Não peças, portanto Não despeças os carregadores...

- Eu peço, portanto Eu expeço...

Os verbos derivados têm conjugação idêntica à do verbo primitivo.

Para descobrir se os verbos terminados em vir, em ver e em ter são derivados de vir, de ver e de ter basta conjugá-los na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (Tempo que caracterizamos com a frase Todos os dias...): se esta pessoa for terminada em venho, em vejo e em tenho, o verbo será derivado, respectivamente, de vir, de ver e de ter. Por exemplo:

Eu provenho, convenho, advenho, intervenho (verbos convir, advir e intervir): são, portanto, derivados de vir.

Eu prevejo, antevejo, revejo (verbos prever, antever e rever): são, portanto, derivados de ver.

Eu entretenho, retenho, mantenho (verbos entreter, reter e manter): são, portanto, derivados de ter.

- Ele viria, portanto O enxoval conviria...

- Eles vieram, portanto Os policiais intervieram...
Já o verbo precaver, que também pode ser pronominal (precaver-se) tem conjugação especial: No presente do indicativo só existem as pessoas nós e vós: nós precavemos, vós precaveis. É, então, um verbo defectivo. Nos demais tempos tem conjugação idêntica à do verbo vender. Não se conjuga como ver, nem como haver, nem como vir, não se diz ele se precaveu, nem ele se precaveio, nem ele se precouve:

- Eu vendi, portanto Eu precavi

- Ele vendeu, portanto Ele precaveu, A noiva precaveu-se...

- Eles venderam, portanto Eles precaveram

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30- Em qual opção não há erro na voz passiva?

Lamentamos que o pouco tempo disponível venha a prejudicar o processo que foi iniciado de forma incorreta.
No quarto, já tinham sido espalhados vários colchões pelo chão, para acomodar os parentes que vinham de longe.
À distância, viam-se pequenos pontos de luz, a denunciar a presença de casas por ali.
Assim que começou a cursar Medicina, sentiu-se atraído para a área de neurologia.
A lembrança de sua convivência conosco ia sendo afastada à medida que os afazeres iam nos absorvendo.
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31- "Com o último trompejo do berrante, engarrafam no curral da estrada-de-ferro o rebanho" (Guimarães Rosa). A forma verbal engarrafam se encontra no tempo:

Presente do subjuntivo
Imperfeito do indicativo
Pretérito perfeito do indicativo
Presente do indicativo
Imperativo afirmativo
Características dos tempos verbais:

Indicativo:

Presente: indica ação corriqueira; exprime atualidade. Pode ser caracterizado por uma das frases a seguir: Todos os dias...; Anualmente...; Semanalmente...
Pretérito perfeito: ação realizada no passado; terminada no passado. Pode ser caracterizado pelo advérbio Ontem...
Pretérito imperfeito: indica ação em curso no passado. Pode ser caracterizado pela expressão Naquela época, todos os dias...
Pretérito mais-que-perfeito: indica uma ação ocorrida no passado anteriormente ao pretérito perfeito. Sempre é terminado em ara, era, ira e ora.
Futuro do presente: indica ação futura, que certamente acontecerá. Pode ser caracterizado pelo advérbio Amanhã...
Futuro do pretérito: era, antigamente, chamado de condicional por depender de uma condição. Por isso pode ser caracterizado pela expressão Se eu fosse você, eu ...ria. Sempre é terminado em ria.
Subjuntivo

Presente: indica um desejo de que algo aconteça, por isso pode ser caracterizado pela expressão Espero que...
Pretérito imperfeito: indica uma condição, por isso pode ser caracterizado pela expressão Se você ...sse, eu ...ria. Sempre tem a desinência sse.
Futuro: indica uma hipótese futura. Participa de oração geralmente iniciada pela conjunção se ou quando: Quando você fizer...
A forma verbal engarrafam, portanto, se encontra no presente do indicativo: Todos os dias eles engarrafam.

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32- "Um prólogo a um livro de versos é cousa que se não lê, e quase sempre com razão." (Sílvio Romero) O verbo lê:

Está na voz passiva e seu sujeito é que.
Está na voz ativa, seu sujeito é cousa e seu objeto direto é versos.
Está na voz reflexiva,e o sujeito versos pratica e recebe a ação, ao mesmo tempo.
Sugere reciprocidade de ação, pois há troca de ações entre os versos e quem os lê.
Funciona acidentalmente como verbo de ligação, com predicativo oculto.
Em "... cousa que se não lê", o verbo ler está acompanhado do pronome se. Ler é verbo transitivo direto, pois Quem lê, lê algo. Alguém não lê o quê? Resposta: cousa, que é o objeto direto de ler.

Verbo transitivo direto com objeto direto acompanhado do pronome se forma a chamada voz passiva sintética, em que se é partícula apassivadora e o objeto direto se transforma em sujeito, pois, na voz passiva, quem sofre a ação é o sujeito.

Quando, ao analisar sintaticamente um verbo, procurar qualquer função sintática, encontrar um substantivo (ou palavra substantivada) que esteja antes do verbo e, entre os dois, houver que, quem ou qual, provam-se três coisas:

a- que, quem, qual são pronomes relativos;

b- eles iniciam oração subordinada adjetiva;

c- a função que se estava procurando pertence ao pronome relativo.

Na frase apresentada ocorre tudo isso, ou seja, ao analisar o verbo ler, procurando a função de sujeito, encontramos o substantivo cousa; entre o verbo e o substantivo, há que, que é, então, pronome relativo. Ele inicia uma oração subordinada adjetiva, e a função que procurávamos (sujeito de ler) pertence a ele.

Ler, então, está na voz passiva, e seu sujeito é que.

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33- "Ontem à noite / Eu procurei / Ver se aprendia / Com é que se fazia / Uma balada / Antes d'ir / Pro meu hotel" (Oswald de Andrade: "Balada da Esplanada") Há uma locução verbal nesse texto. Essa locução é:

procurei ver
ver se aprendia
aprendia como é
é que se fazia
antes de ir
Locução verbal é a junção de dois verbos indicando apenas uma ação ou ligando o sujeito a sua qualidade. O verbo que indica a ação ou a qualidade é o verbo principal; o outro, o verbo auxiliar. Os principais verbos auxiliares são os seguintes: ter, haver, ser, estar, poder, dever, querer e ir.

A locução verbal do texto é procurei ver, pois são dois verbos indicando uma só ação.

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34- conforme o médico nos ........................, seu organismo agora já .................... o cálcio.

prevenira – retem
previnira – retém
provenira – retém
previnira – retem
prevenira – retém
O verbo prevenir é irregular: ocorre a troca do segundo e por i nas pessoas eu, tu, ele e eles do presente do indicativo, em todo o presente do subjuntivo e no imperativo: todos os dias eu me previno; espero que você se previna; previna-se contra os assaltos! Nos demais tempos, não ocorre essa troca, por isso o adequado é prevenira.

Os verbos derivados de ter e de vir (aqueles cuja primeira pessoa do singular do presente do indicativo é terminada em -tenho e em –venho) têm acento agudo na terceira pessoa do singular do presente do indicativo (ele retém) e acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo (eles retêm).

A frase certa, então, é a seguinte: conforme o médico nos prevenira, seu organismo agora já retém o cálcio.

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35- Sem que ninguém tivesse ................, o próprio menino ....................-se contra os falsos amigos.

intervindo – precaviu
intervindo – precaveio
intervido – precaveu
intervido – precouve
intervindo – precaveu
Os verbos derivados de ter e de vir (aqueles cuja primeira pessoa do singular do presente do indicativo é terminada em -tenho e em –venho) têm a mesma conjugação de ter e de vir.

Intervir é derivado de vir, pois Todos os dias eu intervenho, e não eu intervo. É, portanto, conjugado da mesma maneira de vir. Basta conjugar vir e acrescentar o prefixo inter- à estrutura verbal: Sem que ninguém tivesse vindo..., então Sem que ninguém tivesse intervindo...

O verbo precaver, que também pode ser pronominal (precaver-se) tem conjugação especial: No presente do indicativo só existem as pessoas nós e vós: nós precavemos, vós precaveis. É, então, um verbo defectivo. Nos demais tempos tem conjugação idêntica à do verbo vender:

- Eu vendi, portanto Eu precavi

- Ele vendeu, portanto Ele precaveu, "...o próprio menino precaveu-se contra os falsos amigos".

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36- Caso .................. realmente interessado, ele não ................ de faltar.

estiver – haja
esteja – houve
estivesse – houvesse
estivesse – havia
estiver – houve
Questão sem resposta, apesar de a Fundação Carlos Chagas ter apresentado a letra D (estivesse – havia).

Na Língua Portuguesa, há algumas interações entre alguns tempos verbais dignas de nota:

- O futuro do subjuntivo interage com o futuro do presente: Quando você for, eu também irei.

- O presente do subjuntivo interage com o futuro do presente: Caso você vá, eu também irei.

- O pretérito imperfeito do subjuntivo interage com o futuro do pretérito (jamais com o pretérito imperfeito do indicativo): Se você fosse, eu também iria (e não Se você fosse, eu também ia).

As interações possíveis na frase apresentada são as seguintes:

Caso estiver realmente interessado, ele não haverá de faltar. (futuro do subjuntivo x futuro do presente)

Caso esteja realmente interessado, ele não haverá de faltar. (presente do subjuntivo x futuro do presente)

Caso estivesse realmente interessado, ele não haveria de faltar. (pretérito imperfeito do subjuntivo x futuro do pretérito)

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37- Se algum dia a .............. chegar arrependida, ................ o teu ódio num forte abraço de perdão.

veres – esqueça
vires – esquecei
veres – esquece
vires – esqueça
vires – esquece
Frase iniciada pela conjunção condicional se ou pela conjunção temporal quando exige o verbo conjugado no futuro do subjuntivo, tempo que deriva da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo (ontem), retirando-se as letras –am.

Ontem eles viram: retirando-se as letras –am, forma-se a estrutura verbal vir. Esta é a base do futuro do subjuntivo: Se eu vir; Quando eu vir.

A segunda pessoa do singular (tu) do futuro do subjuntivo tem a desinência –es: Se tu vires; Quando tu vires.

Imperativo é o modo verbal que indica ordem, pedido, conselho, apelo. Forma-se o imperativo afirmativo de tu e de vós, conjugando o verbo no presente do indicativo e retirando a letra s: Todos os dias tu esqueces; retirando-se a letra s: Esquece o teu ódio.

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38- Quem .................. o Pedro, ou, pelo menos, ................ falar com ele, .............-o em meu nome.

ver – poder – advirta
vir – puder – adverta
vir – puder – advirta
ver – puder – adverta
vir – poder – adverta
Os verbos ver e poder estão usados em uma hipótese futura. Devem ser conjugados, portanto, no futuro do subjuntivo, tempo que deriva da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo (ontem), retirando-se as letras –am.

Ontem eles viram: retirando-se as letras –am, forma-se a estrutura verbal vir. Esta é a base do futuro do subjuntivo: Se eu vir; Quando eu vir; Quem vir o Pedro.

Ontem eles puderam: retirando-se as letras –am, forma-se a estrutura verbal puder. Esta é a base do futuro do subjuntivo: Se eu puder; Quando eu puder; Quem puder falar com ele.

O verbo advertir tem conjugação semelhante à do verbo divertir:

Eu me divirto – Eu advirto

Ele se diverte – Ele adverte

Espero que você se divirta – Espero que você o advirta.

Imperativo é o modo verbal que indica ordem, pedido, conselho, súplica, convite, recomendação, alerta. Forma-se o imperativo afirmativo de você, de nós e de vocês, conjugando o verbo no presente do subjuntivo. O imperativo afirmativo de advertir para você é, portanto, advirta.

59- Em todas as frases, os termos em negrito exercem a função de sujeito, exceto em:

Quem sabe de que será capaz a mulher de seu sobrinho?
Raramente se entrevê o céu nesse aglomerado de edifícios.
Amanheceu um dia lindo, e por isso todos correram às piscinas.
Era somente uma velha, jogada num catre preto de solteiros.
É preciso que haja muita compreensão para com os amigos.
Sujeito é o termo sobre o qual o verbo enuncia algo. Encontra-se o sujeito de um verbo perguntando-se a este Que(m) é que ....?
Quem é que será capaz? Resposta: a mulher de seu sobrinho.

Que é que se entrevê? Resposta: o céu.

Que é que amanheceu? Resposta: um dia lindo.

Quem é que era somente uma velha? Resposta: não está escrito na oração o sujeito do verbo ser. Como o verbo está na terceira pessoa do singular, o sujeito é oculto.

Que é que é preciso? Resposta: que haja muita compreensão para com os amigos (oração subordinada substantiva subjetiva)

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60- Na oração "Esboroou-se o balsâmico indianismo de Alencar ao advento dos Rondons", a classificação do sujeito é:

oculto
inexistente
simples
composto
indeterminado
Sujeito é o termo sobre o qual o verbo enuncia algo. Encontra-se o sujeito de um verbo perguntando-se a este Que(m) é que ....?
Que é que se esboroou? Resposta: o balsâmico indianismo de Alencar. O sujeito é, portanto, simples, aquele que possui apenas um núcleo: indianismo.

Esboroar: reduzir a pó; desfazer.

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61- "Nesse momento começaram a feri-lo nas mãos, a pau." Nessa frase o sujeito do verbo é:

nas mãos
indeterminado
eles (determinado)
inexistente ou eles: dependendo do contexto
oculto
Quem é que começou a feri-lo? Resposta: Eles. Como não aparece a resposta na oração, mas pode-se colocar o pronome eles, o sujeito é indeterminado.

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62- "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heróico o brado retumbante..." O sujeito desta afirmação com que se inicia o Hino Nacional é:

indeterminado
um povo heróico
as margens plácidas do Ipiranga
do Ipiranga
o brado retumbante
Os primeiros versos do Hino Nacional apresentam uma inversão primorosa. A ordem direta do período é a seguinte: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico. O sujeito é, portanto, simples: as margens plácidas do Ipiranga.

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63- "Não faças a outrem o que não queres que te façam". O sujeito de faças é:

agente
indeterminado
paciente
inexistente
a oração que te façam
O verbo fazer está conjugado na segunda pessoa do singular do presente do indicativo (que tu não faças). Este é o sujeito, então: tu, sujeito simples agente. Simples por ter um só núcleo; agente por praticar a ação.

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64- "Não faças a outrem o que não queres que te façam". Na oração que não queres o sujeito é a palavra:

que
o
tu
te
outrem
O verbo querer está conjugado na segunda pessoa do singular do presente do indicativo (tu queres). Este é o sujeito, então: tu, sujeito simples agente. Simples por ter um só núcleo; agente por praticar a ação.

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65- "Minha alva Dinamene, a Primavera, / Que os campos deleitosos pinta e veste, / E, rindo-se, uma cor aos olhos gera / Com que na terra vem o Arco celeste / O cheiro, rosas, flores, a verde hera, / Com toda formosura amena agreste, / Não é para meus olhos, tão formosa / Como a tua, que abate o lírio e a rosa" (Camões)

Em Que os campos deleitosos pinta e veste, o sujeito dos verbos pinte e veste é:

os campos deleitosos
Minha alva Dinamene
Indeterminado
a Primavera
Que
Quem é que pinta e veste os campos deleitosos? Resposta: A primavera.

Há, porém, entre os verbos e "a Primavera", o pronome relativo que. Este é, portanto, o sujeito.

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66- "Quem diz o que quer, ouve o que não quer". Qual o sujeito do trecho que não quer?

que
ele
o
você
inexistente
Há, no período, o pronome relativo indefinido quem, que equivale a a pessoa que: A pessoa que diz o que quer ouve o que não quer. Nesse período, o sujeito do verbo dizer é o pronome relativo que e o sujeito do verbo ouvir é a pessoa. Como o pronome quem substitui a expressão a pessoa que, ele é sujeito de ambos nos verbos. O exame vestibular que apresentou essa oração apresentou como sujeito do verbo querer o pronome ele, o que não condiz com as regras gramaticais.

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67- Na oração Mas uma diferença houve..., o sujeito é:

agente
indeterminado
paciente
inexistente
oculto
O verbo haver é impessoal quando significar existir, acontecer ou ocorrer ou ainda quando indicar tempo decorrido. Nesses casos, fica obrigatoriamente na terceira pessoa do singular. Verbo impessoal é aquele que não tem sujeito: sujeito inexistente, portanto.

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68- "Éramos três velhos amigos na praia quase deserta". O sujeito dessa oração é:

subentendido
claro, composto e determinado
indeterminado
inexistente
claro, simples e determinado
O sujeito do verbo ser é o pronome nós, que não aparece escrito na oração. O sujeito, portanto, está oculto ou subentendido.

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69- Em "Na mocidade, muitas coisas lhe haviam acontecido", temos oração:

sem sujeito
com sujeito simples e claro
com sujeito oculto
com sujeito composto
com sujeito indeterminado
Que é que lhe haviam acontecido? Resposta: muitas coisas. Este é o sujeito, portanto: simples e claro.

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70- Observe as orações seguintes:

1- Dizem por aí tantas coisas...

2- Nesta faculdade acolhem muito bem os alunos.

3- Obedece-se aos mestres.

O sujeito está indeterminado:

somente na 1
na 2 somente
na 3 somente
em duas delas somente
nas três orações
O sujeito será indeterminado nos seguintes casos:

1- Verbo na terceira pessoa do plural de qualquer tempo do indicativo ou do subjuntivo sem clareza quanto a quem seja o sujeito na oração apresentada ou em anteriores. É o que ocorre na oração 1: Dizem por aí... e na 2: ...acolhem os alunos.

2- Verbo na terceira pessoa do singular acompanhado do pronome se, índice de indeterminação do sujeito. Isso ocorre com os seguintes verbos:

VTI acompanhado de OI; É o que ocorre na 3: Obedece-se aos mestres.

VL acompanhado de OS;

VTD acompanhado de OD preposicionado

VI, sem sujeito claro na oração.

Não confunda com o pronome apassivador, parte integrante do verbo, pronome reflexivo, pronome recíproco, partícula expletiva ou de realce, conjunção subordinativa integrante, condicional, causal ou concessiva.

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71- No período "Ser amável e ser egoísta são coisas distintas", o sujeito é:

indeterminado
"ser amável"
"coisas distintas"
"ser amável e ser egoísta"
Oculto
Que é que são coisas distintas? Resposta: Ser amável e ser egoísta. Este é o sujeito, portanto.

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72- Qual a concordância adequada?

Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.
Choveu pedaços de granizo na Serra Gaúcha.
Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.
Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.
-Havia muitos candidatos: verbo haver significando existir é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente.

- Choveram pedaços...: Que é que choveu? Resposta: pedaços... Este é o sujeito, portanto; um substantivo plural. O verbo tem de ficar, portanto, no plural.

- Faz muitos anos: verbo fazer indicando tempo decorrido é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente.

- Bateram três horas: os verbos dar, bater e soar, ao indicarem horas, concordam com o numeral que indica as horas. Se o que marca as horas surgir como sujeito, os verbos passam a concordar com ele. Por exemplo: O relógio bateu três horas...

- Fui eu que abri...: Quem é que abriu? Eu abri. Ainda que haja o pronome relativo que como sujeito, o verbo concorda com o antecedente.
Fui eu quem abriu ou Fui eu quem abri - com o pronome relativo quem, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o pronome reto antecedente, quando se pretende fazer uma concordância enfática.

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73- Onde há erro de concordância?

Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.
Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.
Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.
Deve existir problemas nos seus documentos.
Choveram papéis picados nos comícios.
- Quando o sujeito for a expressão um ou outro, o verbo ficará no singular. Se o sujeito for a expressão um e outro, o verbo poderá ficar no singular ou no plural.

- Verbo haver significado existir é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente. Formando locução verbal, o auxiliar também fica no singular.

- Verbo fazer indicando tempo decorrido é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente.

- Devem existir problemas: Que é que deve existir? Resposta: Problemas. Este é o sujeito; como está no plural, o verbo tem de ficar no plural.

- Que é que choveu? Resposta: papéis. Este é o sujeito; como está no plural, o verbo tem de ficar no plural.

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74- Qual a opção sem erro?

Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram.
Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos.
José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho.
Fomos nós quem resolvemos aquela questão.
O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição.
- Soavam seis horas no relógio: os verbos dar, bater e soar, ao indicarem horas, concordam com o numeral que indica as horas. Se o que marca as horas surgir como sujeito, os verbos passam a concordar com ele. Por exemplo: Soava seis horas o relógio.

- Quem é que foi demitido? Resposta: ninguém. A função sintática de ninguém, na frase, é a de aposto resumidor. Excepcionalmente o verbo concorda com o aposto resumidor, e não com o sujeito composto.

- Verbo haver significado existir é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente. Formando locução verbal, o auxiliar também fica no singular.

- Fomos nós quem resolveu aquela questão: Quando houver o pronome relativo quem e o elemento antecedente for aparentemente o sujeito do verbo posterior, este concorda com quem, ficando na terceira pessoa do singular. Para comprovar isso, basta inverter os termos: Quem resolveu aquela questão fomos nós. Há gramáticos, porém, que também admitem a concordância com o elemento antecedente: Fomos nós quem resolvemos aquela questão. (construção estilística - usa-se o verbo em concordância com o pronome reto para enfatizar o verdadeiro agente do processo)

- "... aos artigos 37 e 38 que amparam...: Que é que ampara sua decisão? Resposta: os artigos. Como aquilo que ampara está no plural, o verbo também tem de ficar no plural, ainda que o sujeito seja o pronome relativo que.

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75- Há concordância adequada em:

Ela o esperava já faziam duas semanas.
Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro.
Eles parece estarem doentes.
Devem haver aqui pessoas cultas.
Todos parecem terem ficado tristes.
- Verbo haver significado existir é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente. Formando locução verbal, o auxiliar também fica no singular: Na sua bolsa havia muitas moedas de ouro; Deve haver aqui pessoas cultas.

- Verbo fazer indicando tempo decorrido é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente: "... já fazia duas semanas".

- Estrutura verbal formada por parecer + infinitivo com sujeito no plural tem duas opções de concordância:

1- O verbo parecer concorda no plural, e o infinitivo não se flexiona: Eles parecem estar doentes; Todos parecem ter ficado tristes.

2- O verbo parecer fica no singular, e o infinitivo flexiona-se: Eles parece estarem doentes; Todos parece terem ficado tristes.

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76- É provável que ................. vagas na academia, mas não ................... pessoas interessadas; são muitas as formalidades a ................ cumpridas.

hajam – existem – ser
hajam – existe – ser
haja – existem – serem
haja – existe – ser
hajam – existem – serem
- Verbo haver significado existir é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente: "... haja vagas..."

- O verbo existir é pessoal; concorda com o sujeito: Que é que existe? Resposta: pessoas interessadas. Como o sujeito está no plural, o verbo também tem de ficar no plural: "... existem pessoas interessadas..."

- Verbo no infinitivo, na voz passiva, antecedido da preposição a, tem de concordar com o sujeito: Que é que será cumprido? Resposta: as formalidades. Como o sujeito está no plural, o verbo também tem de ficar no plural: "... as formalidades a serem cumpridas".

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77- ................... de exigências! Ou será que não ................ os sacrifícios que .................. por sua causa?

Chega – bastam – foram feitos
Chega – bastam – foi feito
Chegam – basta – foi feito
Chegam – basta – foram feitos
Chegam – bastam – foi feito
- Chega de exigências: Os verbos chegar e bastar, no imperativo, acompanhados da preposição de, são impessoais. Ficam no singular obrigatoriamente.

- Ou será que não bastam os sacrifícios: Que é que não basta? Resposta: os sacrifícios. Como o sujeito está no plural, o verbo também tem de ficar no plural

- foram feitos: Que é que foi feito? Resposta: os sacrifícios. Como o que foi feito está no plural, o verbo também tem de ficar no plural, ainda que o sujeito seja o pronome relativo que.

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78- Soube que mais de dez alunos se .................... a participar dos jogos que tu e ele ................ .

negou – organizou
negou – organizasteis
negaram – organizaste
negou – organizaram
negaram – organizastes
- Mais de dez alunos se negaram: quando o sujeito for representado por uma destas expressões: mais de, menos de, cerca de, perto de acompanhada de um numeral, o verbo concorda com o numeral, exceto nos casos de reciprocidade ou de expressão repetida, nos quais o verbo vai para o plural com a expressão 'mais de um'.

- Tu e ele organizaram / organizastes: quando um sujeito composto tiver um dos núcleos sendo o pronome tu, o verbo tanto pode concordar na terceira pessoa do plural quando na segunda pessoa da plural.

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79- Suponho que ................... meios para que se .................. os cálculos de modo mais simples.

devem haver – realize
devem haver – realizem
deve haverem – realize
deve haver – realizem
deve haver – realize
- Verbo haver significado existir é impessoal. Fica no singular obrigatoriamente. Formando locução verbal, o auxiliar também fica no singular: Suponho que deve haver meios.

- VTD acompanhado de OD e do pronome se: o pronome se será partícula apassivadora, o OD se transformará em sujeito e o VTD concordará com o sujeito: realizar é VTD, pois Quem realiza, realiza algo, logo os cálculos funciona como sujeito de realizar, que tem de concordar com o sujeito: realizem.

Maxivest II

80- Qual a forma apropriada às frases?

1. As diferenças existentes entre homens e mulheres ................. ser um fato indiscutível.

parece
parecem
Verbo parecer + infinitivo: tanto pode o parecer concordar com o sujeito e o infinitivo não se flexionar (As diferenças parecem ser...), quanto o parecer permanecer o singular e o infinitivo flexionar-se (As diferenças parece serem...)

2. Alguns cientistas, desenvolvendo uma nova pesquisa sobre a estrutura do cérebro, os efeitos dos hormônios e a psicologia infantil, ............... que as diferenças entre homens e mulheres não se devem apenas à educação.

propõe
propõem
O sujeito de propor é o substantivo cientistas: Alguns cientistas propõem...

3. .................. diferenças cerebrais condicionadoras das aptidões tidas como tipicamente masculinas ou femininas.

haveria
haveriam
O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente.

4. ................... ainda pesquisadores que consideram os machos mais agressivos, em virtude de sua constituição hormonal.

Existe
Existem
O verbo existir não é impessoal, mas sim concorda com o sujeito, que, na frase, é pesquisadores: Existem pesquisadores...

5. Como sempre, discute-se se é a força da Biologia, ou meramente a Educação, que ..................... sobre o comportamento humano.

predomina
predominam
O sujeito de predominar é o pronome relativo que. Quando o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concordará com o elemento antecedente, que é a força da Biologia, cujo núcleo é força, substantivo no singular, por isso o verbo fica no singular. Poder-se-ia pensar também que o elemento antecedente é composto cujos núcleos são ligados pela conjunção ou. Se assim o fosse, o verbo também teria de ficar no singular, porque há exclusão: se a força da Biologia predominar sobre o comportamento humano, impede que a Educação também predomine.

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81- .................... dez horas que se .................... iniciado os trabalhos de apuração dos votos sem que se ................... quais seriam os candidatos vitoriosos.

Fazia, haviam, previsse
Faziam, haviam, prevesse
Fazia, havia, previsse
Faziam, havia, previssem
Fazia, haviam, prevessem
- O verbo fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica na terceira pessoa do singular: Fazia.

- O verbo haver, sendo auxiliar de locução verbal cujo verbo principal esteja no particípio, tem sujeito e com ele concorda: Que é que se havia iniciado? Resposta: os trabalhos. Este é o sujeito, um substantivo no plural; o verbo fica, então, no plural: haviam. O pronome se é denominado de partícula apassivadora, que acompanha verbo transitivo direto e transforma o objeto direto em sujeito: que se haviam iniciado os trabalhos = que os trabalhos haviam sido iniciados.

- O verbo prever é derivado de ver, por isso sua conjugação é idêntica à deste: se eles vissem = se eles previssem. O pronome se é denominado de partícula apassivadora, que acompanha verbo transitivo direto e transforma o objeto direto em sujeito: sem que se previsse quais seriam os candidatos vitoriosos = sem que fosse previsto quais seriam os candidatos vitoriosos. O sujeito de prever é a oração quais seriam os candidatos vitoriosos. Quando o sujeito for representado por uma oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular.

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82- No grupo, .................... os trabalhos.

sou eu que coordena
é eu que coordena
é eu quem coordeno
sou eu quem coordeno
sou eu quem coordena
- O verbo ser tem de concordar com o sujeito – eu: sou eu.

- Se o sujeito do verbo coordenar for o pronome relativo que, o verbo terá de concordar com o elemento antecedente: eu coordeno: sou eu que coordeno.

- Se o sujeito do verbo coordenar for o pronome relativo quem, o verbo pode ficar na terceira pessoa do singular: quem coordena sou eu = sou eu quem coordena, ou pode concordar com o elemento antecedente, quando se pretende fazer uma concordância enfática: eu coordeno = sou eu quem coordeno.
As duas últimas são corretas.

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83- O verbo está no plural porque o sujeito é composto em:

À autora e à maioria das pessoas não interessam as vantagens da morte.
Os sentimentos de gratidão e de amor só conseguem ser eternos enquanto duram.
Amigos e amigas, não me chamem de inesquecível.
Pedaços de dor e de saudade cobrem a minha alma esbagaçada.
Limpos estão os meus olhos e o meu coração.
Encontra-se o sujeito de um verbo perguntando a este o seguinte: Que(m) é que ........? A resposta a essa pergunta é o sujeito.

- Que é que não interessa? Resposta: as vantagens da morte, cujo núcleo é vantagens. O sujeito, portanto, é simples.

- Que é que consegue ser eterno? Resposta: os sentimentos de gratidão e de amor, cujo núcleo é sentimentos. O sujeito, portanto, é simples.

- Quem é que não deve chamar-me? Resposta: vocês. O sujeito é oculto, pois o verbo está no imperativo: há um pedido: não me chamem de inesquecível. Sempre que o verbo estiver no modo imperativo, o sujeito será oculto, com exceção das expressões basta de e chega de, que não têm sujeito. "Amigos e amigas" é vocativo.

- Que é que cobre a minha alma? Resposta: Pedaços de dor e de saudade, cujo núcleo é pedaços. O sujeito, portanto, é simples.

- Que é que está limpo? Resposta: os meus olhos e o meu coração, cujos núcleos são olhos e coração. O sujeito, portanto, é composto.

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84- Qual a frase adequada quanto à concordância verbal?

Sou eu que primeiro saio.
É cinco horas da tarde.
Da cidade à praia é dois quilômetros.
Dois metros de tecido são pouco para o terno.
Nenhuma das anteriores está correta.
- Quando o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concordará com o elemento antecedente: eu saio primeiro: Sou eu que primeiro saio.
- O verbo ser, apesar de ser impessoal, concorda com o número indicador de horas e de distância: São cinco horas. / São dois quilômetros.

- O verbo ser é invariável quando seu sujeito for quantidade no plural e o predicativo do sujeito fora uma destas palavras ou expressões que indicam peso, medida, preço, tempo ou valor: muito, pouco, o bastante, o suficiente, uma fortuna, uma miséria...: Dois metros de tecido é pouco.
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85- Onde há erro?

Prepararam-se as tarefas conforme havia sido combinado.
Deve haver pessoas interessadas na discussão do problema.
Fazem cem anos que Memórias Póstumas de Brás Cubas teve sua primeira edição.
Devem existir razões para ele retirar-se do grupo.
Um e outro descendiam de famílias ilustres.
- O pronome se será denominado de partícula apassivadora quando acompanhar verbo transitivo direto e transformará o objeto direto em sujeito: Prepararam-se as tarefas = As tarefas foram preparadas.

- O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente. Havendo locução verbal, o auxiliar também ficará no singular: Deve haver pessoas interessadas.

- O verbo fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica na terceira pessoa do singular: Faz cem anos.

- O verbo existir não é impessoal, e sim pessoal, concorda com o sujeito, que, na frase, é razões. Como há locução verbal, o verbo auxiliar é o que concorda com o sujeito: Devem existir razões...
- Quando o sujeito for a expressão um e outro, o verbo tanto poderá ficar no singular quanto no plural: Um e outro descendia... / Um e outro descendiam...
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86- Onde não há erro?

Ainda resta cerca de vinte alunos.
Haviam inúmeros assistentes na reunião.
Tu e ele saireis juntos.
Foi eu quem paguei as suas dívidas.
Há de existir professores esforçados.
- Quando o sujeito for uma destas expressões – mais de, menos de, cerca de, perto de – acompanhada de número no plural, o verbo terá de concordar com o numeral: Ainda restam cerca de vinte alunos.

- O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente: Havia inúmeros assistentes na reunião.

- Quando o sujeito for representado por pessoas gramaticais diferentes, ocorrerá a seguinte concordância: havendo pronome de primeira pessoa (eu ou nós), a concordância se dará com a primeira pessoa do plural. Não havendo pronome de primeira pessoa, e havendo o pronome tu mais algum outro termo, a concordância tanto se dará na segunda pessoa do plural, vós, quanto na terceira, vocês: Tu e ele saireis juntos / Tu e ele sairão juntos.

- Quando o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo pode ficar na terceira pessoa do singular ou, por motivos de ênfase, concordar com o antecedente: Fui eu quem pagou as suas dívidas. / Fui eu quem paguei as suas dívidas.
- O verbo existir não é impessoal, mas sim concorda com o sujeito, que, na frase, é professores esforçados. Como há locução verbal, o verbo auxiliar é o que concorda com o sujeito: Hão de existir professores esforçados...
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87- Enumere (1) cantamos, (2) cantais e (3) cantam

( ) Ele e ela ....................

( ) Eu e tu ......................

( ) Ele e eu ....................

( ) Eu e ela ....................

( ) Tu e ele ....................

- Quando o sujeito for representado por pessoas gramaticais diferentes, ocorrerá a seguinte concordância: havendo pronome de primeira pessoa (eu ou nós), a concordância se dará com a primeira pessoa do plural. Não havendo pronome de primeira pessoa, e havendo o pronome tu mais algum outro termo, a concordância tanto se dará na segunda pessoa do plural, vós, quanto na terceira, vocês: Tu e ele saireis juntos / Tu e ele sairão juntos. As frases, portanto, ficam assim:

Ele e ela cantam

Eu e tu cantamos

Ele e eu cantamos

Eu e ela cantamos

Tu e ele cantais / cantam

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88- Quais frases estão adequadas?

Eram duas horas da tarde.
Fui eu que resolvi o problema.
Hoje são sete de março.
- O verbo ser, apesar de ser impessoal, concorda com o número indicador de horas e de distância: Eram duas horas.
- Quando o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concordará com o elemento antecedente: eu resolvi = Fui eu que resolvi.
- O verbo ser, ao indicar datas, tanto pode ficar no singular quanto no plural: Hoje é sete de março. (= Hoje é dia sete de março) / Hoje são sete de março (= Hoje são sete dias de março). Claro que se for o primeiro dia do mês, o verbo ficará no singular.

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89- Sr. Professor, peço ao Sr. A fineza de me ...................... a quinta lição, e .............. a ..................... anterior decisão.

enviar – reconsiderar – sua
enviardes – reconsiderardes – vossa
enviar – reconsiderar – vossa
enviardes – reconsiderardes – sua
enviardes – reconsiderar – vossa
"Sr." é pronome de tratamento, por isso representa a terceira pessoa do singular. Todos os termos que se referem a pronomes de tratamento devem ficar na terceira pessoa do singular: enviar – reconsiderar – sua.

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90- ................... V. Excelência, se não me apresento pessoalmente ..................., embora aqui esteja, sempre ...................... .

Perdoai-me – a vós – a vosso dispor
Perdoe-me – ao Sr. – ao seu dispor
Perdoai-me – a V. Excelência – a seu dispor
Perdoe-me – a V. Excelência – a seu dispor
Perdoai-me – a V. Excelência – ao dispor de V. Excelência
"V. Excelência" é pronome de tratamento, por isso representa a terceira pessoa do singular. Todos os termos que se referem a pronomes de tratamento devem ficar na terceira pessoa do singular: Perdoe-me – seu dispor.

Há duas respostas possíveis: Perdoe-me – ao Sr. – ao seu dispor e Perdoe-me – a V. Excelência – a seu dispor.

É facultativo o uso de artigo diante de pronomes possessivos adjetivos, ou seja, dos pronomes possessivos que acompanham substantivo, mas é obrigatório diante de pronomes possessivos substantivos, ou seja, dos pronomes possessivos que substituem o substantivo.

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91- Onde há erro?

A maioria das mulheres é inteligente.
A maioria das mulheres são inteligentes.
Uma ou outra forma estão certas.
Ainda vai haver noites frescas.
Pedimos que Vossa Senhoria vos digneis receber-nos.
- Quando o sujeito for uma palavra coletiva acompanhada de substantivo no plural, o verbo tanto pode ficar no singular quanto no plural: A maioria das mulheres é inteligente. / A maioria das mulheres são inteligentes.
- Quanto o sujeito for a expressão um e outro ou uma e outra, o verbo tanto poderá ficar no singular quanto no plural: Uma e outra forma está certa. / Uma e outra forma estão certas.

- O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente. Havendo locução verbal, o auxiliar também ficará no singular: Ainda vai haver noites frescas.

- "V. Senhoria" é pronome de tratamento, por isso representa a terceira pessoa do singular. Todos os termos que se referem a pronomes de tratamento devem ficar na terceira pessoa do singular: Pedimos que Vossa Senhoria se digne receber-nos.

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92- Há muitas pessoas que .................. a própria personalidade, tornando-se ................ de objetos.

renega – escrava
renegam – escravas
renega – escravos
renegam – escravo
renega – escravas
- Quando o pronome relativo que for sujeito, o verbo concordará com o elemento antecedente: muitas pessoas renegam = Há muitas pessoas que renegam.

- Quem é que se torna escravo de objetos? Resposta: muitas pessoas, portanto elas tornam-se escravas de objetos.

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93- Onde há erro?

Não se assistia a tais espetáculos aqui.
Podem-se respeitar essas convenções.
Pode-se perdoar aos exilados.
Há de se fazer muitas alterações.
Não se trata de problemas graves.
- O pronome se será denominado de partícula apassivadora quando acompanhar verbo transitivo direto e transformará o objeto direto em sujeito:

Podem-se respeitar essas convenções = Essas convenções podem ser respeitadas.
Há de se fazer muitas alterações = Muitas alterações hão de ser feitas.
- O pronome se será denominado de índice de indeterminação do sujeito quando acompanhar verbo transitivo indireto que tenha objeto indireto expresso na oração, verbo intransitivo com adjunto adverbial, verbo de ligação com predicativo do sujeito ou verbo transitivo direto seguido de objeto direto preposicionado. Quanto isso ocorrer, o verbo ficará na terceira pessoa do singular:

Não se assistia a tais espetáculos aqui, pois assistir é verbo transitivo indireto, e tais espetáculos, objeto indireto.
Pode-se perdoar aos exilados, pois perdoar é verbo transitivo indireto, e exilados, objeto indireto.
Não se trata de problemas graves, pois tratar é verbo transitivo indireto, e problemas graves, objeto indireto.
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94- "Eu não sou o homem que tu procuras, mas desejava ver-te, ou, quanto menos, possuir o teu retrato." Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência, em lugar das palavras destacadas no texto transcrito, haveria, respectivamente, as seguintes formas:

procurais, ver-vos, vosso
procura, vê-la, seu
procura, vê-lo, vosso
procurais, vê-la, vosso
procurais, ver-vos, seu
- "V. Excelência" é pronome de tratamento, por isso representa a terceira pessoa do singular. Todos os termos que se referem a pronomes de tratamento devem ficar na terceira pessoa do singular: procura, vê-la, seu.
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95- Quantas semanas ..................... para eles ..................... o trabalho?

é necessário, terminassem
é necessário, terminar
são necessários, terminarem
são necessários, terminem
são necessárias, terminarem
- Que é que é necessário? Resposta: semanas. Eis o sujeito, portanto. Como semanas está no plural e é feminino, a concordância deve seguir o gênero e o número: semanas são necessárias.

- As semanas são necessárias para eles fazerem o quê? Resposta: para eles terminarem o trabalho. O pronome eles é o sujeito do verbo terminar.

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96- Onde não há erro?

Não se pensam em miséria com dinheiro no bolso.
Estudaram-se esta matéria.
Esclareceram-se as dúvidas.
Comentaram-se muito durante a estréia da peça.
Convocou-se os candidatos à Prefeitura.
- O pronome se será denominado de partícula apassivadora quando acompanhar verbo transitivo direto e transformará o objeto direto em sujeito:

Esta matéria foi estudada = Estudou-se esta matéria.
As dúvidas foram esclarecidas = Esclareceram-se as dúvidas.
Os candidatos à Prefeitura foram convocados = Convocaram-se os candidatos à Prefeitura.
- O pronome se será denominado de índice de indeterminação do sujeito quando acompanhar verbo transitivo indireto que tenha objeto indireto expresso na oração. Quanto isso ocorrer, o verbo ficará na terceira pessoa do singular:

Não se pensa em miséria com dinheiro no bolso, pois pensar é verbo transitivo indireto, e miséria, objeto indireto.

- O pronome se será denominado de índice de indeterminação do sujeito quando acompanhar verbo intransitivo sem sujeito expresso na oração. Quanto isso ocorrer, o verbo ficará na terceira pessoa do singular:

Comentou-se muito durante a estréia da peça.
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97- Onde há erro?

Faltam ainda alguns passos seguros para a aquisição de uma vida pacífica.
Existem criações sensatas capazes de superar até as mais espantosas maldades.
As desilusões que a perturbam hoje já passaram alguns dias comigo.
De sinceras intenções, as pessoas estão saturadas.
Exatamente irreais, suas palavras só contém valores supérfluos.
Os verbos derivados de ter e de vir recebem acento agudo na terceira pessoa do singular do presente do indicativo e acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo:

Todos os dias ele mantém a calma.
Todos os dias eles mantêm a calma.
Todos os dias ele intervém em meus negócios.
Todos os dias eles intervêm em meus negócios.
O erro, portanto, está na última frase, pois o sujeito do verbo conter está no plural: palavras: Elas contêm.

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98- .................... existir discos voadores, mas muitos testemunhos já ............... que ..................... considerar-se absurdos.

Podem, houve, podem
Pode, houve, podem
Podem, houveram, pode
Pode, houve, pode
Podem, houveram, podem
- O verbo existir é pessoal, portanto concorda com o sujeito, que, na frase, é discos voadores. Como há locução verbal, o verbo auxiliar é o que concorda com o sujeito: Podem existir discos voadores...
- O verbo haver significando existir, acontecer, ocorrer ou realizar-se, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente: Já houve testemunhos.

- O pronome se será denominado de partícula apassivadora quando acompanhar verbo transitivo direto ou transitivo direto e indireto e transformará o objeto direto em sujeito: podem considerar-se absurdos = absurdos podem ser considerados.

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99- Onde há concordância adequada?

O funcionamento dos dois hemisférios cerebrais são necessários tanto para as atividades artísticas como para as científicas.
As diferentes divisões e subdivisões a que se submetem a área de ciências humanas provocam uma indesejável pulverização de domínios do conhecimento.
Normalmente, a aplicação de métodos quantitativos e exatos acabam por distorcer as linhas de raciocínio em ciências humanas.
Uma das premissas básicas do conjunto de assunções teóricas e epistemológicas do trabalho que ora vem a lume é a concepção da Arte como uma entre as muitas formas por meio das quais o conhecimento humano se expressa.
Não existem fórmulas precisas ou exatas para avaliar uma obra de arte, não existe um padrão de medida ou quantificação, tampouco podem haver modelos rígidos pré-estabelecidos.
Encontra-se o sujeito de um verbo perguntando a este o seguinte: Que(m) é que ........? A resposta a essa pergunta é o sujeito.

- Que é que é necessário? Resposta: O funcionamento dos dois hemisférios cerebrais, cujo núcleo é funcionamento. Como o núcleo do sujeito está no singular, o verbo também deverá ficar no singular: O funcionamento dos dois hemisférios cerebrais é necessário.

- Que é que se submete? Resposta: a área de ciências humanas, cujo núcleo é área. Como o núcleo do sujeito está no singular, o verbo também deverá ficar no singular: As diferentes divisões e subdivisões a que se submete a área de ciências humanas...

- Que é que acaba por distorcer as linhas de raciocínio? Resposta: a aplicação de métodos quantitativos e exatos, cujo núcleo é aplicação. Como o núcleo do sujeito está no singular, o verbo também deverá ficar no singular: a aplicação de métodos quantitativos e exatos acaba por distorcer as linhas de raciocínio.

- O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente. Havendo locução verbal, o auxiliar também ficará no singular: tampouco pode haver modelos rígidos pré-estabelecidos.
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100- Onde há erro?

Isso são verdadeiros absurdos.
Os Andes ficam na América.
Entre nós não haviam segredos.
Isso não passa de absurdos comentários.
Menos de dois alunos disputam a vaga.
O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente, independentemente do restante da frase estar no singular ou no plural: Entre nós não havia segredos.

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101- Não chove ............... meses; mas a esperança e o vigor que sempre ................. no sertanejo não o ................ .

faz, existiu, abandonou
faz, existiram, abandonaram
fazem, existiu, abandonou
fazem, existiram, abandonaram
fazem, existiu, abandonaram
- O verbo fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica na terceira pessoa do singular: Não chove faz meses.

- O verbo existir não é impessoal, mas sim concorda com o sujeito, que, na frase, é o pronome relativo que. Quando o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concordará com o elemento antecedente, que é composto: a esperança e o vigor. Quando o verbo estiver depois do sujeito composto cujos núcleos sejam ligados pela conjunção e, fica no plural: a esperança e o vigor que sempre existiram.

- Que é que nunca o abandonou? Resposta: a esperança e o vigor, por isso, abandonaram, no plural.

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102- Não ............... ainda sete horas, e já ................. muitas pessoas que ................. o início do expediente.

seriam, haviam, aguardava
seriam, havia, aguardavam
seria, haviam, aguardava
seria, haviam, aguardavam
seria, havia, aguardavam
- O verbo ser, apesar de ser impessoal, concorda com o número indicador de horas: Não eram ainda sete horas.

- O verbo haver significando existir, acontecer ou ocorrer, ou indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica no singular obrigatoriamente: Já havia muitas pessoas.

- Quem é que aguardava? Resposta: muitas pessoas, no plural, por isso aguardavam, também no plural.

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103- Já .............. uns doze anos que ele não voltava à terra natal, por isso não sabia que lá ................. ocorrido mudanças.

deviam fazerem, havia
devia fazer, haviam
devia fazer, havia
deviam fazer, haviam
deviam fazer, havia
- O verbo fazer, indicando tempo decorrido, é impessoal, por isso fica na terceira pessoa do singular. Havendo locução verbal, o auxiliar também ficará no singular: Já devia fazer uns doze anos.

- O verbo haver, sendo auxiliar de locução verbal cujo verbo principal esteja no particípio, tem sujeito e com ele concorda: Que é que havia ocorrido? Resposta: mudanças. Este é o sujeito, um substantivo no plural; o verbo fica, então, no plural: haviam ocorrido mudanças.
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104- A apuração dos dois crimes ................. até que se .................... provas decisivas.

vai continuar, encontrarem
vão continuar, encontre
vão continuar, encontrem
- Que é que vai continuar? Resposta: a apuração dos dois crimes, cujo núcleo é apuração. Como o núcleo do sujeito está no singular, o verbo também deverá ficar no singular: A apuração dos dois crimes vai continuar.

- O pronome se será denominado de partícula apassivadora quando acompanhar verbo transitivo direto e transformará o objeto direto em sujeito: que se encontrem provas = que provas sejam encontradas.

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105-

I- Isto ................ migalhas.

II- Nossa vida ..................... loucuras.

III- Vocês ................... meu castigo.

IV- As cores vermelha e negra ..................... a marca do brasão.

V- Hoje .................. doze de janeiro.

são, eram, serão, eram, são
é, eram, serão, era, é
são, era, serão, era, são
é, eram, serão, eram, são
são, eram, serão, era, é
- O verbo ser ficará no plural quando o sujeito e o predicativo do sujeito forem numericamente diferentes, ou seja, quando um estiver no singular e o outro, no plural: Isto são migalhas. / Nossa vida eram loucuras. / Vocês serão meu castigo. / As cores serão a marca.

- O verbo ser, ao indicar datas, tanto pode ficar no singular quanto no plural: Hoje é doze de janeiro. (= Hoje é dia doze de janeiro) / Hoje são doze de janeiro (= Hoje são doze dias de janeiro). Claro que se for o primeiro dia do mês, o verbo ficará no singular.

39- Se você .............. no próximo domingo e .................. de tempo .................. assistir à final do campeonato.

vir – dispor – vá
vir – dispuser – vai
vier – dispor – vá
vier – dispuser – vá
vier – dispor – vai
Frase iniciada pela conjunção condicional se ou pela conjunção temporal quando, ou pelo pronome quem exige o verbo conjugado no futuro do subjuntivo, tempo que deriva da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo (ontem), retirando-se as letras –am.

Ontem eles vieram: retirando-se as letras –am, forma-se a estrutura verbal vier. Esta é a base do futuro do subjuntivo: Se eu vier; Quando eu vier; Se você vier no próximo domingo.

Ontem eles puseram: retirando-se as letras –am, forma-se a estrutura verbal puser. Esta é a base do futuro do subjuntivo: Se eu puser; Quando eu puser.

Todos os verbos terminados em –por são derivados de pôr. Eles têm, portanto, conjugação idêntica à desse verbo: Se eu dispuser; Quando eu dispuser; Se você dispuser de tempo.

Imperativo é o modo verbal que indica ordem, pedido, conselho, apelo. Forma-se o imperativo afirmativo de você, de nós e de vocês, conjugando o verbo no presente do subjuntivo: Espero que você vá... O imperativo afirmativo de ir para você é, portanto, vá.

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40- Ele ............ que lhe .............. muitas dificuldades, mas enfim .............. a verba para a pesquisa.

receara – opusessem – obtera
receara – opusessem – obtivera
receiara – opossem – obtivera
receiara – oposessem – obtera
receara – opossem – obtera
Os verbos terminados em –ear são irregulares. Haverá o acréscimo da letra i ao radical das seguintes pessoas: eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e eu, tu, ele e eles do presente do subjuntivo. Todas as demais pessoas de todos os demais tempos não têm o acréscimo de i. O certo, portanto, é Ele receara.

O verbo opor está indicando uma hipótese condicional, por isso deve ser conjugado no pretérito imperfeito do subjuntivo, tempo que deriva da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo (ontem), retirando-se as letras –ram e acrescentando-se a desinência –sse.

Ontem eles puseram: retirando-se as letras –ram e acrescentado-se a desinência sse, forma-se a estrutura verbal pusesse. Esta é a base do pretérito imperfeito do subjuntivo: Se eu pusesse.

Todos os verbos terminados em –por são derivados de pôr. Eles têm, portanto, conjugação idêntica à desse verbo: Se eu opusesse; "... que lhe opusessem".

Os verbos derivados têm conjugação idêntica à do verbo primitivo.

Para descobrir se os verbos terminados em vir, em ver e em ter são derivados de vir, de ver e de ter basta conjugá-los na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (Tempo que caracterizamos com a frase Todos os dias...): se esta pessoa for terminada em venho, em vejo e em tenho, o verbo será derivado, respectivamente, de vir, de ver e de ter. Por exemplo:

Eu provenho, convenho, advenho, intervenho, sobrevenho (verbos provir, convir, advir, intervir e sobrevir): são, portanto, derivados de vir.

Eu prevejo, antevejo, revejo, entrevejo e televejo (verbos prever, antever, rever, entrever e telever): são, portanto, derivados de ver.

Eu entretenho, retenho, mantenho, obtenho, contenho, entretenho, detenho, sustenho (verbos entreter, reter, manter, obter, entreter, deter, suster): são, portanto, derivados de ter.

- Ele viria, portanto O enxoval conviria...

- Eles vieram, portanto Os policiais intervieram...
O verbo obter deve ser conjugado como o verbo ter, pois Todos os dias eu obtenho. É, portanto, derivado de ter. Este se conjuga tivera, e não "tera". O verbo obter, então, tem de ficar obtivera.

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41- Se você .............. e o seu irmão ..................., quem sabe você ................. o dinheiro.

requeresse – interviesse – reouvesse
requisesse – intervisse – reavesse
requeresse – intervisse – reavesse
requeresse – interviesse – reavesse
requisesse – interviesse – reouvesse
O verbo requerer tem conjugação especial: No presente do indicativo, no pretérito imperfeito, no futuro do presente, no futuro do pretérito, no presente do subjuntivo, no imperativo afirmativo e negativo tem conjugação idêntica à do verbo querer, exceto a primeira pessoa do presente do indicativo, que fica Eu requeiro. Nos demais tempos, tem conjugação regular, seguindo, por exemplo, a do verbo vender: Se eu vendesse – Se eu requeresse.

Intervir é derivado de vir, pois Eu intervenho. Toda a conjugação é, portanto, idêntica à do verbo vir: Se eu viesse – Se eu interviesse.

O verbo reaver tem conjugação especial: no presente do indicativo só existem as pessoas nós e vós: nós reavemos, vós reaveis. No presente do subjuntivo e no imperativo negativo, nenhuma pessoa existe. No imperativo afirmativo, só possui a segunda pessoa do plural: reavei vós. É, portanto, verbo defectivo. Nos demais tempos, segue a conjugação de haver: Se houvesse – Se reouvesse.

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42- Indique a frase onde houver forma verbal incorreta:

Os vegetais clorofilados sintetizam seu próprio alimento.
Se ela vir de carro, chame-me.
Lembramos-lhes que o eucalipto é uma excelente planta para o reflorestamento.
Há rumores de que pode haver novo racionamento de gasolina.
Ele intermedeia o negócio.
Frase iniciada pela conjunção condicional se ou pela conjunção temporal quando exige o verbo conjugado no futuro do subjuntivo, tempo que deriva da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo (ontem), retirando-se as letras –am.

Ontem eles vieram: retirando-se as letras –am, forma-se a estrutura verbal vier. Esta é a base do futuro do subjuntivo: Se eu vier; Quando eu vier; Se ela vier de carro.

O verbo intermediar tem conjugação especial: no presente do indicativo e no presente do subjuntivo, as pessoas eu, tu, ele e eles têm o acréscimo da letra e ao radical: eu intermedeio, ele intermedeia, eles intermedeiam; que eu intermedeie, que eles intermedeiem. O mesmo ocorre com os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar. Os demais (anunciar, denunciar, reverenciar, policiar etc.) são regulares, seguem o modelo do verbo comerciar. Em Portugal, no entanto, conjuga-se comerceio, comerceias, comerceia etc.

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43- Onde não há erro na forma verbal?

Minha mãe hesitou; tu não hesitastes.
Esta página vale por meses; quero que valha para sempre.
Tu tiveste dezessete anos; vós tivesteis sempre a mesma idade.
A análise das minhas emoções é que entrava no meu plano; vós não entravais.
Achavam-se lindo e diziam-no; achaveis-me lindo e dizíeis-mo.
O pretérito perfeito do indicativo é o único tempo em que a segunda pessoa do singular não possui a desinência s: ste é a desinência referente a tu; stes, referente a vós: tu não hesitaste; tu tiveste; vós tivestes.

Em três tempos verbais, na segunda pessoa do plural (vós), há a troca da vogal a pela vogal e:

- pretérito imperfeito do indicativo (vós entráveis)

- pretérito mais-que-perfeito do indicativo (vós entráreis)

- futuro do pretérito (vós entrareis)

A forma verbal da segunda pessoa do plural (vós) recebe acento nos seguintes tempos:

- pretérito imperfeito do indicativo (vós acháveis)

- pretérito mais-que-perfeito do indicativo (vós acháreis)

- futuro do pretérito (vós acharíeis)

- pretérito imperfeito do subjuntivo (se vós achásseis)

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44- onde há erro?

Não chores, cala, suporta a tua dor.
Não chore, cala, suporta a tua dor.
Não chora, cale, suporte a sua dor.
Não chores, cales, suportes a sua dor.
Não chores, cale, suporte a tua dor.
Imperativo é o modo verbal que indica ordem, pedido, conselho, apelo.

Forma-se o imperativo afirmativo de tu e de vós, conjugando o verbo no presente do indicativo e retirando a letra s da estrutura verbal: Todos os dias tu calas, tu suportas; retirando-se a letra s: cala; suporta

Forma-se o imperativo afirmativo de você, de nós e de vocês, conjugando o verbo no presente do subjuntivo: Espero que você cale, que você suporte.
Forma-se o imperativo negativo de todas as pessoas, conjugando o verbo no presente do subjuntivo: Espero que tu chores, que você chore, que vocês chorem: Não chores, tu; Não chore, você.
A frase apresentada tem duas possibilidades: ser conjugada na segunda pessoa do singular (tu) ou na terceira (você). Se usar o pronome possessivo de segunda pessoa (tua), os verbos têm de ser conjugados na segunda pessoa:

Não chores; cala, suporta a tua dor.

Se usar o pronome possessivo na terceira pessoa (sua), os verbos têm de ser conjugados na terceira pessoa:

Não chore, cale, suporte a sua dor.

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45- Aponte onde a segunda forma está incorreta como plural da primeira:

Tu ris – vós rides
Ele lê – eles lêem
Ele tem – eles têm
Ele vem – eles vêem
Eu ceio – nós ceamos
Vêem é a terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ver. A do verbo vir é Eles vêm.

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46- A correlação está correta em qual opção?

Se você não interferisse, ele faria o trabalho sozinho.
Se você não interferir, ele fazia o trabalho sozinho.
Se você não interferir, ele faria o trabalho sozinho.
Se você não interfere, ele faria o trabalho sozinho.
Se você não interferisse, ele faz o trabalho sozinho.
Frase iniciada pela conjunção condicional se ou pela conjunção condicional caso exige o verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo.

Na Língua Portuguesa, há algumas interações entre alguns tempos verbais dignas de nota:

- O futuro do subjuntivo interage com o futuro do presente: Quando você for, eu também irei.

- O presente do subjuntivo interage com o futuro do presente: Caso você vá, eu também irei.

- O pretérito imperfeito do subjuntivo interage com o futuro do pretérito (jamais com o pretérito imperfeito do indicativo): Se você fosse, eu também iria (e não Se você fosse, eu também ia).

As interações possíveis na frase apresentada são as seguintes:

Se você não interferisse, ele faria o trabalho sozinho.

Se você não interferir, ele fará o trabalho sozinho.

-------------------

47- Onde há o pretérito mais-que-perfeito do verbo ser?

Não seria o caso de você se acusar?
Quando cheguei, ele já se fora, muito zangado.
Se não fosse ele, tudo estaria perdido.
Bem depois se soube que não fora ele o culpado.
Embora não tenha sido divulgado, soube-se do caso.
O pretérito mais-que-perfeito do indicativo indica ação que ocorreu antes de outra ação ocorrida no pretérito perfeito do indicativo. É sempre terminado em ara, era, ira ou ora. Somente dois verbos são terminados em ora: ir e ser:

Ser: Ontem, quando você foi herói, eu já fora; Bem depois se soube que não fora ele o culpado.

Ir: Ontem, quando você foi embora, eu já fora; Quando cheguei, ele já se fora.

--------------------

48- Leia com atenção:

I- Pôr, eu ponho, mas e se na hora eu não pôr?

II – Valer, eu valho, mas e se na hora eu não valer?

III- Poder, eu posso, mas e se na hora eu não poder?

IV- Caber, eu caibo, mas e se na hora eu não couber?

Quais os períodos certos quanto ao uso dos verbos?

Frase iniciada pela conjunção condicional se exige verbo no futuro do subjuntivo, tempo que deriva da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo (ontem), retirando-se as letras –am.

Ontem eles puseram; Ontem eles valeram; Ontem eles puderam; Ontem eles couberam: retirando-se as letras –am, formam-se as estruturas verbais puser, valer, puder e couber. Esta é a base do futuro do subjuntivo:

Se na hora eu não puser?

Se na hora eu não valer?
Se na hora eu não puder?
Se na hora eu não couber?

Maxivest I - 2

61- Qual o processo de formação das palavras embarque, histórico, cruzes!, porquê, fala e sombrio?

Embarque: derivação regressiva: a ação de embarcar

Histórico: derivação sufixal: história + ico
Cruzes!: derivação imprópria: o substantivo plural cruzes se transformando em interjeição

Porquê: derivação imprópria: a conjunção coordenativa explicativa, subordinativa causal e subordinativa final porque se transformando em substantivo

Fala: derivação regressiva: a ação de falar

Sombrio: derivação sufixal: sombra + io



62- Qual o processo de formação das palavras irlandeses e entrever?

Irlandeses: derivação sufixal: Irlanda + ês

Entrever: derivação prefixal: entre + ver



63- Em qual lista de palavras todas são formadas pelo mesmo processo de composição?

Passatempo, destemido, subnutrido
Passatempo: composição por justaposição: passa + tempo

Destemido: derivação prefixal e sufixal: des + temer + ido, existem destemer e temido

Subnutrido: derivação prefixal e sufixal: sub + nutrir + ido, existem subnutrir e nutrido

Pernilongo, pontiagudo, embora
Pernilongo: composição por aglutinação: pern(i) + longo

Pontiagudo: composição por aglutinação: pont(i) + agudo

Embora: composição por aglutinação: em + boa + hora

Leiteiro, histórico, desgraçado
Leiteiro: derivação sufixal: leite + eiro

Histórico: derivação sufixal: história + ico

Desgraçado: derivação parassintética: des + graça + ado, embora não exista graçado, existe desgraça

Cabisbaixo, pernalta, vaivém
Cabisbaixo: composição por aglutinação: cabeça + baixo

Pernalta: composição por aglutinação: perna + alta

Vaivém: composição por justaposição: vai + vem

Planalto, aguardente, passatempo
Planalto: composição por aglutinação: plano + alto

Aguardente: composição por aglutinação: água + ardente

Passatempo: composição por justaposição: passa + tempo



64- Qual processo de formação está indicado inadequadamente?

Ataque: derivação regressiva
Certo: ataque é a ação de atacar.

Fornalha: derivação por sufixação.
Certo: forno + alha

Acorrentar: derivação parassintética.

Certo: a + corrente + ar, não existem acorrente nem correntar

Antebraço: derivação prefixal.

Certo: ante + braço

Casebre: derivação imprópria.

Errado: é derivação sufixal: casa + ebre



65- Qual o processo de formação de atenuado, televisão e percurso?

Atenuado: derivação parassintética: a + tênue + ado, não existem atênue nem tenuado

Televisão: composição por justaposição, porém, devido às origens distintas, classifica-se como hibridismo: tele (radical grego) + visão (radical latino)

Percurso: derivação prefixal: per + curso



66- Qual o processo de formação das palavras operaçãozinha, conversinha, principalmente, assustador, obrigadinho?

Operaçãozinha: derivação sufixal: operação + z + inha

Conversinha: derivação sufixal: conversa + inha

Principalmente: derivação sufixal: principal + mente

Assustador: derivação sufixal: assustado + or. Em assustado ocorreu derivação parassintética: a(s) + susto + ado, embora não exista assusto, existe sustado, particípio do verbo sustar, sinônimo de suspender, parar, interromper.

Obrigadinho: derivação sufixal: obrigado + inho



67- Qual o processo de formação das palavras embarque e aterro?

Embarque: derivação regressiva: a ação de embarcar.

Aterro: derivação regressiva: a ação de aterrar.




68- O vocábulo catedral, do ponto de vista de sua formação, é primitivo, composto por aglutinação, derivação sufixal, parassintético ou derivado regressivo de catedrático?

Catedral é um vocábulo formado por derivação sufixal: cátedra + AL



69- Qual a classificação errada do processo de formação?

O porquê: conversão ou derivação imprópria
Derivação imprópria: conversão da conjunção porque em substantivo

Desleal: derivação prefixal
Derivação prefixal: des + leal

Impedimento: derivação parassintética
Errado - derivação sufixal: impedir + mento, embora não exista pedimento, existe impedir

Anoitecer: derivação parassintética
Derivação parassintética: a + noite + ecer

Borboleta: primitivo
Errado - derivado do latim bel + bellus + ita



70- Em qual par de palavras há respectivamente substantivo e pronome?

A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar o bem.
Necessária: é adjetivo, pois modifica o substantivo imigração.

Bem: é substantivo, pois vem antecedido de artigo.

Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito movimento na praça.
Responsável: é adjetivo, pois modifica o substantivo Inglaterra.

Muito: é pronome indefinido, pois antecede o substantivo movimento expressando quantidade indefinida.

Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é condenável.
O: é pronome demonstrativo, sinônimo de aquilo. Sempre que houver o que, os que ou as que, o o, o os e o as serão pronomes demonstrativos e o que, pronome relativo. Quando houver a que, o a pode ser preposição ou pronome demonstrativo, e o que será pronome relativo.

Consumo: é substantivo, pois está antecedido de artigo. Formado por derivação regressiva ou deverbal do verbo consumir.

Pessoas inconformadas lutaram pela absolvição. / Pesca-se muito em Angra dos Reis.
Inconformadas: é adjetivo, pois modifica o substantivo pessoas.

Muito: é advérbio, pois modifica o verbo pescar.

Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não entendi o que você disse.
Prejudicados: é substantivo, pois está antecedido de artigo.

Que: é pronome relativo. Sempre que houver o que, os que ou as que, o o, o os e o as serão pronomes demonstrativos e o que, pronome relativo. Quando houver a que, o a pode ser preposição ou pronome demonstrativo, e o que será pronome relativo.




71- Observe as palavras destacadas da seguinte frase: Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital no 19/82. A que classes gramaticais elas pertencem?

Encaminhamos:
verbo encaminhar conjugado na primeira pessoa do plural do presente do indicativo ou do pretérito perfeito do indicativo.

Senhoria:
substantivo usado na locução Vossa Senhoria, que se transforma em pronome de tratamento usado para funcionários públicos graduados, oficiais até coronel e pessoas de cerimônia, normalmente em textos escritos, como correspondências comerciais, ofícios, requerimentos, etc.

Autêntica:
adjetivo, que modifica o substantivo cópia.




72- Em qual frase a expressão sublinhada corresponde a um adjetivo?

Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio.
Com receio: locução adverbial indicativa de modo.

Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.
Sobre ela: locução adverbial indicativa de assunto.

Pediu-me com voz baixa cinqüenta mil réis.
Com voz baixa: locução adverbial indicativa de modo.

Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...
Em resumo: locução adverbial indicativa de modo.

Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que era delas.
Sem escrúpulos: locução adjetiva que modifica o substantivo vizinhos, pode ser substituída por inescrupulosos.




73- As expressões sublinhadas correspondem a um adjetivo, exceto em:

João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
Sem entusiasmo: locução adjetiva, pois modifica o substantivo João Fanhoso.

Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
De propósito = intencionalmente: locução adverbial de modo

Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
Da terra = terrestres: locução adjetiva que modifica o substantivo bichos.

Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim.
Sem fim = infinita: locução adjetiva que modifica o substantivo caatinga.

E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
Da roça: locução adjetiva que modifica o substantivo homem.




74- No trecho "E o azul, o azul virginal onde as águias e os astros gozam, tornou-se o azul espiritualizado." As palavras destacadas correspondem morfologicamente, pela ordem a:

Azul:
substantivo, pois está antecedido de artigo.

Onde:
pronome relativo, que pode ser substituído por em que ou no qual.

Águias:
substantivo.

Se: pronome integrante do verbo. Não é pronome reflexivo, pois não indica que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo, como acontece em Ele feriu-se e Ele deu-se o direito de nada fazer.




75- Na frase "As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de trabalho", as palavras destacadas são, respectivamente:

Meio:
advérbio, pois intensifica o adjetivo abertas: um pouco abertas.

Depois:
advérbio, pois indica tempo: quando as negociações estariam abertas.




76- Assinale onde aparecem substantivos simples, respectivamente, concreto e abstrato:

Água / vinho
Água: substantivo simples e concreto

Vinho: substantivo simples e concreto

Pedro / Jesus
Pedro: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Jesus: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Pilatos / verdade
Pilatos: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Verdade: substantivo simples e abstrato que indica a qualidade de estar conforme com os fatos.

Jesus / abaixo-assinado
Jesus: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Abaixo-assinado: substantivo composto e concreto.

Nova Iorque / Deus
Nova Iorque: locução substantiva simples e concreta. Todo substantivo próprio é concreto.

Deus: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.
77- Das frases seguintes, uma contém uma locução adjetiva:

Esta é a torneira de água quente.
Comprei uma lâmpada vermelha.
O piano dela é alemão.
Esta boneca é muito feia.
Ela é uma mulher corajosa.
Locução adjetiva é a junção de duas ou mais palavras com valor de adjetivo. Geralmente é formada por preposição + substantivo. Por exemplo:

De cristal = cristalino

De ouro = áureo

De prata = argênteo

Adjetivo é a classe gramatical que modifica substantivo ou pronome substantivo. Locução adjetiva, portanto, é a junção de duas ou mais palavras que modifica um substantivo. A única frase que contém isso é a primeira: o substantivo torneira é modificado pela locução adjetiva de água quente.

Os outros substantivos são modificados por uma só palavra cada: lâmpada vermelha; piano alemão; boneca feia; mulher corajosa.




78- Nas frases faz-lhes mal a escuridão e ...que mal se adivinhará... a palavra mal é, respectivamente, substantivo e advérbio. Pode ela ainda ter outra classificação, como numa das frases seguintes. Assinale-a:

Que mal há em ser idealista?
Tudo, tudo vai mal, meu bom amigo.
A chuva começou a cair, mal saímos.
Os namorados agora estão de mal.
Provou os frutos da árvore do mal.
Mal será substantivo quando significar aquilo que é nocivo; o que se opõe à virtude; angústia, tormento; opinião desfavorável; desvantagem.

Mal será advérbio quando modificar verbo, adjetivo ou outro advérbio: Ela escreve mal; Verdades mal sabidas; Vive mal.
A outra classe gramatical a que pertence mal é conjunção, cujo significado é logo que.

A frase que apresenta mal sendo conjunção é a terceira: A chuva começou, mal saímos = A chuva começou logo que saímos.



79- Na frase Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a cara vermelha, o termo a está empregado, sucessivamente, como:

artigo, preposição, preposição
pronome, preposição, artigo
preposição, preposição, artigo
preposição, pronome, preposição
preposição, artigo, preposição
Os vocábulos o, a, os, as podem pertencer às seguintes classes gramaticais:

Artigo: quando antecederem um substantivo: o homem; a mulher; os homens; as mulheres.

Pronome pessoal oblíquo átono: quando funcionarem como objeto direto, substituindo ele, ela, eles, elas: Comprei-o; comprei-a; comprei-os, comprei-as.

Pronome demonstrativo: quando substituírem este(s), esse(s), aquele(s), esta(s), essa(s), aquela(s), isso: Não entendi o que ele disse = Não entendi aquilo que ele disse. A que me contou a história foi a esposa de João = Aquela que me contou...

Para Bechara e Celso Pedro Luft, 'o, a, os, as' antes do pronome relativo que e da preposição de são artigos definidos com função pronominal diante de um substantivo implícito, quando se pode subentender um substantivo.

Preposição: O a será preposição quando for exigida por verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio para estes se ligarem com outros elementos: Obedecer a algo; obediência a algo; ele é obediente a algo; agiu obedientemente a algo.

Na frase apresentada há o seguinte:

Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a cara vermelha.
... a discutir... e ...a gesticular...: o a é preposição, pois ligam um verbo a outro: passar e discutir; passar a gesticular. Em Portugal, é muito comum o uso da prep. a
+ infinitivo; no Brasil, usamos gerúndio: a discutir = discutindo; a gesticular = gesticulando.

... a cara...: o a é artigo, pois antecede o substantivo cara.




80- "Talvez seja bom que o proprietário do imóvel possa desconfiar de que ele não é tão imóvel assim". A palavra em destaque é, respectivamente:

substantivo e substantivo
substantivo e adjetivo
adjetivo e verbo
adjetivo e adjetivo
adjetivo e advérbio
em proprietário do imóvel, imóvel é substantivo, pois está antecedido do artigo o. Já em não é tão imóvel assim, é adjetivo, pois modifica o pronome ele: ele não é imóvel.




81- Qual a classe gramatical do a respectivamente em

Esta gravata é a que recebi.
Estou disposto a tudo.
Fiquei contente com a nota.
Comprei-a logo que a vi.
Em a que recebi o a é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela: Esta gravata é aquela que recebi.

Em disposto a tudo, o a é preposição, exigida pelo adjetivo disposto: quem está disposto, está disposto a algo.

Em com a nota, o a é artigo, pois antecede o substantivo nota.

Em Comprei-a logo que a vi, o a é pronome pessoal oblíquo átono que substitui o pronome ela.




82- Onde o a é, respectivamente, artigo, pronome pessoal e preposição?

1- Esta é a significação a que me referi e não a que entendeste.
2- A dificuldade é grande e sei que a resolverei a curto prazo.
3- A escrava declarou que preferia a morte à escravidão.
4- Esta é a casa que comprei e não a que vendi a ele.
5- A que cometeu a falta receberá a punição.
1- Em a significação, o a é artigo, pois antecede o substantivo significação; em a que me referi, é preposição que antecede pronome relativo, exigida pelo verbo referi-se: quem se refere, refere-se a algo; em a que me entendeste, é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela.

2- Em a dificuldade, é artigo, pois antecede o substantivo dificuldade; em a resolverei é pronome oblíquo, pois substitui o pronome ela; em a curto prazo, é preposição, que poderia ser substituída por em: em curto prazo.

3- Em a escrava, é artigo, pois antecede o substantivo escrava; em a morte, é artigo, pois antecede o substantivo morte; em à escravidão, é a contração da preposição a com o artigo a; por isso a crase.

4- Em a casa, é artigo, pois antecede o substantivo casa; em a que vendi é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela; em a ele é preposição exigida pelo verbo vender: quem vende, vende algo a alguém.

5- em A que cometeu a falta, é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela; em a falta, é artigo, pois antecede o substantivo falta; em a punição, é artigo, pois antecede o substantivo punição.




83- Em qual frase há erro quanto ao emprego do artigo?

Nem todas opiniões são valiosas.
Disse-me que conhece todo o Brasil.
Leu todos os dez romances do escritor.
Andou por todo Portugal.
Todas cinco, menos uma, estão corretas.
Todo(a): usa-se artigo após o pronome demonstrativo todo quando houver o significado de totalidade, inteiro(a) e o substantivo posterior o exigir. O substantivo próprio Brasil exige o artigo: O Brasil é um belo país. Já Portugal só exige o artigo se estiver especificado: Portugal é um belo país. Estão, portanto, certas as frases "conhece todo o Brasil" e "andou por todo Portugal".

Todos(as): usa-se artigo após o pronome demonstrativo todos(as) sempre que o vocábulo à sua frente o exigir. Opiniões é um substantivo feminino plural; exige, portanto, o artigo as; este deve, portanto, ser usado: todas as opiniões. Quando após o pronome todos se segue um outro pronome, o artigo é dispensável: todas aquelas opiniões.

Quando, depois de todos(as) houver um numeral a partir de três, o artigo terá de ser usado se o numeral estiver acompanhado de um substantivo; caso contrário, não se usa o artigo. Portanto em Leu todos os dez romances, o artigo é obrigatório, pois o numeral acompanha o substantivo romances. Já em Todas cinco, não se pode usar o artigo, pois o numeral não acompanha substantivo, mas o substitui.

Todos só se usa de três em diante. Não se usa todos dois, usa-se o numeral ambos.


84- Em qual frase o termo cego é um adjetivo?

Os cegos habitantes de um mundo esquemático sabem aonde ir...
O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite escura da alma...
Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.
Naquele instante era só um pobre cego.
... da Terra que é um globo cego girando no caos.
Adjetivo é a classe gramatical que modifica substantivo. O único que modifica substantivo é globo cego. Em todas as outras, é substantivo, pois está antecedido de artigo.




85- Onde há erro no emprego do artigo?

Em certos momentos, as pessoas as mais corajosas se acovardam.
Em certos momentos, as pessoas mais corajosas se acovardam.
Em certos momentos, pessoas as mais corajosas se acovardam.
Em certos momentos, as mais corajosas pessoas se acovardam.
Em certos momentos, a mais corajosas pessoas se acovardam.
O substantivo pode ser antecedido de artigo ou não. Se o for, especifica; se não o for, generaliza, ou seja, dizer as pessoas se acovardam é especificar que todas as pessoas se acovardam; dizer pessoas se acovardam é generalizar: quaisquer pessoas se acovardam, nem todas.

O substantivo pessoas foi modificado pelo adjetivo corajosas, que está intensificado pelo advérbio mais:

As pessoas mais corajosas se acovardam. A ordem dos elementos pode variar:

As mais corajosas pessoas se acovardam.

Pessoas as mais corajosas se acovardam.

O advérbio mais pode, ainda, ser enfatizado com o acréscimo de mais um artigo imediatamente antes dele. Esse artigo pode ser o mesmo do substantivo (no caso, as) ou o artigo masculino, singular: o. Pode-se, então, dizer:

As pessoas as mais corajosas se acovardam. (a repetição do artigo é imitação de construção francesa, segundo muitos gramáticos)

As pessoas o mais corajosas se acovardam.
A frase errada, portanto, é a última: A mais corajosas pessoas se acovardam.




86- Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?

O Amazonas é um rio imenso.
D. Manoel, o Venturoso, era bastante esperto.
O Antônio comunicou-se com o João.
O professor João Ribeiro está doente.
Os Lusíadas são um poema épico.
Diante de nomes de pessoas, o uso do artigo denota familiaridade. Não se deve usá-lo, portanto, quando a pessoa for célebre. Por exemplo, na frase, o governo de Fidel Castro atrasou o desenvolvimento de Cuba, não se deve usar o artigo antes de Fidel, pois ele é uma pessoa com quem não se tem intimidade.

A familiaridade se encontra, portanto na frase O Antônio comunicou-se com o João.



87- Determine o caso em que o artigo tem valor de qualificativo.

Estes são os candidatos de que lhe falei.
Procure-o, ele é o médico.
Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
Muita é a procura; pouca a oferta.
Qualificativo o que qualifica. Essa é função própria do adjetivo. O único adjetivo antecedido de artigo (e que se transforma em substantivo) é médico.

Maxivest I - 1

51- Qual o processo de formação das seguintes palavras?

Aguardente, casamento, portuário, pontapé, os contras, submarino, hipótese.

Aguardente: composição por aglutinação: água + ardente
Casamento: derivação sufixal: casa (tema do verbo casar) + -mento
Portuário: derivação sufixal: porto (com –u do tema da 4ª declinação latina) + -ário
Pontapé: composição por justaposição: ponta + pé
Os contras: derivação imprópria: substantivação da preposição contra.

Submarino: derivação prefixal: sub + marino
Hipótese: derivação prefixal: hipo (= debaixo de, embaixo) + -tese (= ação de colocar)




52- Onde há derivação imprópria?

Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação.
Trabalho: derivação regressiva: ação de trabalhar.

Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto... Bobagens, bobagens!
Pereirinha: derivação sufixal: pereira (radical) + inho (sufixo) + a (desinência nominal de gênero). O substantivo pereira foi formado por derivação imprópria, pois é um substantivo comum (a árvore) transformado em substantivo próprio.

Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa.
Continuariam: conjugação do verbo continuar na terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo. Continuar: derivação sufixal: contínuo + ar

Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam.
Isto: derivação imprópria: substantivação do pronome demonstrativo isto.

Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva.
Desorientado: derivação prefixal e sufixal: des + orientar + ado, existem desorientar e orientado.




53- Onde só há palavras formadas por parassíntese?

Acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
Acorrentar: derivação parassintética: a + corrente + ar
Esburacar: derivação parassintética: es + buraco + ar

Despedaçar: derivação parassintética: des + pedaço + ar

Amanhecer: derivação parassintética: a + manhã + ecer

Solução, passional, corrupção, visionário
Solução: derivação sufixal: soluto (- to) + ção

Passional: derivação sufixal: passion + al

Corrupção: derivação sufixal: corrupto (- to) + ção

Visionário: derivação sufixal: vision + ário

Enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
Enrijecer: derivação parassintética: em + rijo + ecer

Deslealdade: derivação prefixal e sufixal: des + leal + dade, existem desleal e lealdade

Tortura: derivação regressiva: ação de torturar

Vidente: derivação sufixal: vid + ente

Biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
Biografia: composição por justaposição: bio + grafia

Macróbio: composição por justaposição: macro + bio

Bibliografia: composição por justaposição: biblio + grafia

Asteróide: composição por justaposição: aster + óide

Acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo
Acromatismo: derivação prefixal e sufixal: a + cromato + ismo, existem acrômato e cromatismo

Hidrogênio: composição por justaposição: hidro + gênio

Litografar: derivação sufixal: litógrafo + ar

Idiotismo: derivação sufixal: idiota + ismo



54- Qual o processo de formação das palavras couve-flor, planalto e aguardente?

Couve-flor: composição por justaposição

Planalto: composição por aglutinação

Aguardente: composição por aglutinação




55- Onde uma das palavras não é formada por prefixação?

Readquirir, predestinado, propor
Irregular, amoral, demover
Remeter, conter, antegozar
Irrestrito, antípoda, prever
Dever, deter, antever
A única palavra não formada por prefixação é dever, pois dever não é derivado do verbo ver, dev- é um elemento de composição latino (radical, portanto), cujo significado é estar obrigado a.




56- Onde nem todas as palavras são de um mesmo radical?

Noite, anoitecer, noitada
Luz, luzeiro, alumiar
Incrível, crente, crer
Festa, festeiro, festejar
Riqueza, ricaço, enriquecer
Alumiar não possui o mesmo radical de luz e luzeiro. O seu radical é lúmen, que também significa luz.




57- Onde há derivação parassintética?

Lá vem ele, vitorioso do combate.
Ora, vá plantar batatas.
Começou o ataque.
Assustado, continuou a se distanciar do animal.
Não vou mais me entristecer, vou é cantar.
A única palavra formada por derivação parassintética é entristecer: en + triste + ecer.




58- Em todas as frases, o termo grifado exemplifica corretamente o processo de formação de palavras indicado, exceto em:

Derivação parassintética – Onde se viu perversidade semelhante?
Derivação prefixal – Não senhor, não procedi nem percorri.
Derivação regressiva – Preciso falar-lhe amanhã, sem falta.
Derivação sufixal – As moças me achavam maçador, evidentemente.
Derivação imprópria – Minava um apetite surdo pelo jantar.
Errado - Perversidade: derivação sufixal: perverso + i (vogal de ligação) + dade (sufixo formador de substantivo abstrato)

Percorri: conjugação do verbo percorrer na primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Percorrer: derivação prefixal: per + correr.

Falta: derivação regressiva: ação de faltar.

Evidentemente: derivação sufixal: evidente + mente
Errado - Jantar: substantivo primitivo, que dá origem ao verbo jantar. Se a frase apresentasse o verbo jantar, haveria derivação imprópria.




59- Em "O girassol da vida e o passatempo do tempo que passa não brincam nos lagos da lua", há, respectivamente:

Um elemento formado por aglutinação e outro por justaposição.
Um elemento formado por justaposição e outro por aglutinação.
Dois elementos formados por justaposição.
Dois elementos formados por aglutinação.
Um elemento formado por justaposição e outro por hibridismo.
Girassol e passatempo: ambos são formados por composição por justaposição.




60- Onde as palavras são formadas por justaposição, aglutinação e parassíntese, respectivamente?

Varapau – girassol – enfaixar
Varapau: composição por justaposição: vara + pau
Girassol: composição por justaposição: gira + sol

Enfaixar: derivação parassintética: en + faixa + ar, não existindo enfaixa nem faixar

Pontapé – anoitecer – ajoelhar
Pontapé: composição por justaposição: ponta + pé

Anoitecer: derivação parassintética: a + noite + ecer

Ajoelhar: derivação parassintética: a + joelho + ar, não existindo ajo nem joelhar

Maldizer – petróleo – embora
Maldizer: composição por justaposição: mal + dizer

Petróleo: composição por aglutinação: petra (pedra em latim) + óleo
Embora: composição por aglutinação: em + boa + hora

Vaivém – pontiagudo – enfurece
Vaivém: composição por justaposição: vai + vem

Pontiagudo: composição por aglutinação: ponta + agudo

Enfurece: conjugação do verbo enfurecer na terceira pessoa do singular do presente do indicativo ou segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo enfurecer. Enfurecer: derivação parassintética: en + fúria + ecer, não existindo enfúria nem furecer, o acréscimo dos afixos é simultâneo, e não sucessivo, como em inutilidade, no qual existem inútil e utilidade, e descarregamento, no qual existem descarregar e carregamento.

Penugem – plenilúnio – despedaça
Penugem: derivação sufixal: pena + ugem

Plenilúnio: composição por aglutinação: pleni (= cheio) + lúnio (= lua)

Despedaça: conjugação na terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo despedaçar. Despedaçar: derivação parassintética: des + pedaço + ar

João Azevêdo diz que definição sobre 2024 no PSB será tomada de forma coletiva e afasta especulações

O governador João Azevêdo demonstrou descontentamento com o dDeputado federal, Gervásio Maia, presidente do PSB. João Azevêdo comentou a fal...