sábado, 7 de janeiro de 2023

Português sem Enrolação - encontros vocálicos, consonantais e dígrafos

 O que são encontros vocálicos

Os encontros vocálicos são situações na língua portuguesa em que duas ou mais vogais ou semivogais se agrupam sem nenhuma consoante como intermediária. Não se pode ter mais nem menos de uma vogal por sílaba, por isso esses encontros se dão entre vogais de sílabas diferentes, ou, se for na mesma sílaba, entre vogal e semivogal. Os encontros vocálicos podem confundir na hora de separar as sílabas de uma palavra, então o conhecimento sobre elas é importante. Há três classificações de encontros vocálicos: hiato, ditongo e tritongo.


Hiato

Os hiatos são os encontros entre vogais que estão em sílabas diferentes. As duas vogais separam-se quando a palavra é dividida em sílabas. Também pode ser considerado hiato o encontro de uma vogal com semivogal e vice-versa, contanto que ambos estejam em sílabas separadas.

Exemplos: vo/ar, pe/ão e po/e/ta.


Ditongo

Os ditongos são os encontros que se dão entre uma vogal e uma semivogal ou entre uma semivogal e uma vogal, na mesma sílaba. A vogal /a/ nunca será uma semivogal, e sempre que as vogais /i/ e /u/ aparecem em um ditongo, elas serão as semivogais, a menos que seja indicado o contrário por acentuação. Os ditongos podem ser categorizados por:


Crescentes – Quando a semivogal vem antes da vogal na sílaba.

EXEMPLOS: guar/da/na/po e fé/rias.

Decrescentes – Quando a semivogal vem depois da vogal na sílaba.

EXEMPLOS: vai e moi/ta.

Orais – Pronunciados apenas com o ar passando pela boca. Todos os exemplos anteriores são ditongos orais.

Nasais – Pronunciados através da via nasal.

EXEMPLOS: mão, mãe e pão.

Nas terminações -em e -am ocorrem ditongos nasais decrescentes. Apesar de E e M serem, respectivamente, vogal e consoante, assim como A e M, quando estão em sequência essas letras são pronunciadas como um ditongo. Exemplos: também, mantém, aguentaram, voaram.


Tritongo

É o agrupamento de uma semivogal, uma vogal e outra semivogal na mesma sílaba, precisamente nessa ordem. Assim como os ditongos, os tritongos podem ser classificados em orais e nasais, mas como têm uma ordem determinada, não possuem as variações crescente e decrescente.

Exemplos: U/ru/guai (oral) e quão (nasal).


Encontros instáveis

Alguns encontros vocálicos podem ser pronunciados como ditongo ou hiato. Esses encontros são átonos e finais. Exemplos: pá/tio, pá/tria e ár/dua.

O que são Encontros Consonantais?

Os encontros consonantais são agrupamentos de duas ou mais consoantes que não possuem nenhuma vogal entre elas. Apesar de frequentemente serem confundidos com dígrafos, nenhum encontro consonantal pode ser considerado como tal, pois o que define um dígrafo é o fato de duas letras formarem apenas um fonema, o que não acontece nos encontros consonantais. Em português, esse tipo de agrupamento de letras pode acontecer de duas formas:


Encontros consonantais perfeitos: formados por consoante + L ou R na mesma sílaba. A pronúncia deles possui dois fonemas, porém, como não há vogal em sua composição, as letras que representam cada fonema não podem ser separadas.

Encontros consonantais imperfeitos: formados por consoantes que ficam em sílabas diferentes.

Existem também os encontros fonéticos, muito comuns no emprego da letra X e seu fonema /ks/. Nesse caso, o X é considerado dífono, ou seja, uma única letra representa dois fonemas. Uma mesma palavra também pode ter mais de um encontro consonantal, e algumas vezes três consoantes podem estar juntas na mesma palavra. Alguns estudiosos chamam esse fenômeno de encontro misto.


 


Exemplos:


Clava, bravo, briga, blindado, frígido, placar, triturador e triplo são exemplos de encontro consonantal perfeito.

Abdução, ritmo, explodir e opção são exemplos de encontro consonantal imperfeito.

Psicopata, pneu e pseudo são exemplos de encontros no começo da palavra.

Táxi e máximo são exemplos do encontro consonantal fonético.

Estrutura, extravagante e infiltração são exemplos de um encontro consonantal imperfeito e um perfeito juntos.

O que são Dígrafos?

O entendimento dos dígrafos vem desde sua etimologia. A palavra é originária do grego: “di” significa “dois” e “grafo” significa “escrever”. Os dígrafos são duas letras que quando escritas juntas geram apenas um fonema, por isso também são conhecidos pelo termo “digrama”, que significa “duas letras”. Esse fenômeno é muito fácil de se perceber na língua portuguesa. Podemos dividir os dígrafos em dois grupos: os consonantais e os vocálicos.


Dígrafos consonantais

São aqueles produzem um fonema de consoantes. Alguns são bem conhecidos, mas outros são facilmente confundidos com encontros consonantais. Por produzirem apenas um fonema, eles não podem ser considerados encontros consonantais. Veja a seguir os dígrafos consonantais da língua portuguesa e alguns exemplos.


Dígrafo Exemplo

rr (apenas entre vogais) Varrer, terra, morrer

ss (apenas entre vogais) Possui, assunto, essa

ch Chave, cachorro, chora

lh Canalha, baralho, falho

nh Senha, senhor, sonhar

sc Ascensão, nascer, descendente

Nasça, cresço

xc Excessivo, exceção

SC e XC são encontros consonantais quando o S e o X são pronunciados: exclamação, discutir.

xs Exsudar

gu (apenas seguido de E ou I) Guerra, guia

qu (apenas seguido de E ou I) Querido, vaqueiro, quilometragem

Quando o U é pronunciado, são ditongos: bilíngue, frequente.

Dígrafos Vocálicos

Os dígrafos vocálicos são formados por uma vogal seguidas pelas letras M ou N. Esses dígrafos fazem com que as vogais tenham um fonema com articulação nasalada. Neles, as letras M e N, não são consideradas consoantes, pois fazer parte do dígrafo vocálico. Por essa razão, quando M ou N se encontram com a consoante de uma outra sílaba, não é possível considerar isso um encontro consonantal. Veja exemplos dos dígrafos vocálicos:


Dígrafo Exemplo

am/an Amplificador, antagonista, banca

em/en Envergonhado, empatia, tentativa

im/in Impresso, indigestão, fincar

om/on Computador, congresso

um/un Algum, fungos

Lembrando que palavras com a terminação AM ou EM podem não ser dígrafos, pois o M nessas situações assume um outro fonema, ao invés de produzir apenas um som junto à vogal. Isso ocorre, por exemplo, nas palavras “também” e “ficam”, e nesses casos AM e EM são considerados ditongos.

Português sem Enrolação - sílaba

 O que é sílaba

A sílaba é um grupo de fonemas pronunciada em uma emissão de voz apenas. Seu fonema de base é a vogal, podendo ou não ter uma consoante ou semivogais. As sílabas são partes muito fundamentais das palavras, e é possível classificar uma palavra pelo seu número de silabas. Entretanto, não há uma classificação de sílabas pelo número de fonemas, o que as define é a emissão pela voz. Caso os fonemas se combinem em uma única emissão, então aqueles fonemas formam uma sílaba.


Número de sílabas

Em uma palavra com mais de uma sílaba, uma será mais forte que as outras, e algumas palavras possuem a sílaba tônica acentuada. Este acento é importante muitas vezes para diferenciar duas palavras distintas que têm a escrita parecida ou igual, as palavras homófonas.


Na língua portuguesa, a sílaba tônica sempre estará localizada entre as sílabas antepenúltima e última, sendo mais comum estar presente na penúltima. Ao contrário do espanhol, uma sílaba tônica nunca vai estar antes da sílaba antepenúltima, ao menos não numa palavra em português. A identificação da sílaba tônica normalmente é feita pela pronúncia da palavra em voz alta, mas às vezes ela pode estar indicada com um acento em uma letra. As palavras também podem ser classificadas por sua sílaba tônica. Os termos são:


 

Oxítonas – Sílaba tônica na última sílaba. São também chamadas de palavras agudas. Exemplos: caju, café e viver.

Paroxítonas – Sílaba tônica na penúltima sílaba. São também chamadas de palavras graves. Exemplos: isca, dica e enterro.

Proparoxítonas – Sílaba tônica na antepenúltima sílaba. São também chamadas de palavras esdrúxulas. Exemplos: última, próximo e bêbado.

Português sem Enrolação - fonema

 O que é fonema?

Fonema é a menor unidade sonora usada pela fonologia. O fonema é o que nos permite diferenciar as letras e os sons que a união dessas letras produzem para a formação de uma palavra. Alguns fonemas podem ser muito diferentes um do outro, mas quando colocados em uma palavra é preciso tomar cuidado. Como é a menor unidade sonora, ao ser colocado em conjunto, é muito mais fácil confundir. Apesar de estarem muito relacionados com a oralidade, os fonemas também são de bastante utilidade para a língua escrita, temos significação de cada um dos fonemas de nossa língua em forma de letras, e cada letra tem enquadra-se em uma categoria, ou vogais, ou consoantes.


É bem mais simples perceber o fonema quando lemos em voz alta uma palavra. Por exemplo:


Casa: possui quatro letras, e cada uma das letras tem um som, \C\A\S\A\. Se tirássemos o C, seria só \A\S\A\, que já é outra palavra.


Homem: Possui cinco letras, mas só quatro fonemas. O “H” não é pronunciado, então temos os fonemas \HO\M\E\M\.


 

Táxi: Possui quatro letras e cinco fonemas. Isso se dá porque o “X” tem som de “cs” então quando separamos os fonemas temos \T\A\k\S\I\.


Algumas letras podem assumir vários fonemas. A letra “S”, por exemplo, tanto pode ser “sê” como visto na palavra “sinto”, ou “zê”, como na palavra “casar”. Já a letra “X”, além do “ks” ainda pode assumir os fonemas “sê”, “zê” e “chê”, vistos respectivamente em “sexto”, “exagerar” e “xaveco”.


Com um conhecimento geral sobre fonemas, já podemos estudar como se dividem e quais são as particularidades deles.


Vogais

Vogal é um fonema natural, formado pelo ar que passa direto pela boca ou pelo nariz, e que faz vibrar as cordas vocais. Bebês, enquanto ainda não sabem falar, produzem sons numa tentativa de comunicação, esses sons são vogais. As vogais são o começo da fala e da comunicação humana, e também a base das sílabas no português. Representadas pelas letras A, E, I, O e U, elas são essenciais para a formação de uma sílaba. Ajuntamentos de palavras sem a presença de pelo menos uma vogal não são considerados sílabas. Em outras línguas, as vogais podem não ter tanta importância, mas há outras letras que podem assumir fonemas que possibilitam o entendimento.


As vogais podem ser classificadas por sua intensidade, timbre e articulação. Quando classificadas pela intensidade elas podem ser:


Tônicas: Vogais que carregam o acento principal da palavra.

Semitônicas: Vogais que carregam o acento secundário da palavra.

Átonas: Vogais que não carregam nenhum acento da palavra.

Quanto ao timbre, essa divisão pode ser feita conforme os seguintes critérios:


Abertas – Vogais pronunciadas com o máximo da boca aberta.

Fechadas – Vogais pronunciada com o máximo da boca fechada.

Pela articulação, a divisão é mais complexa:


Modo – Via usada para pronunciar a vogal: pode ser oral ou nasal.

Ponto – Posição da língua na boca ao pronunciar a vogal: posterior, central ou anterior.

Semivogais

São vogais que não ocupam uma posição central na sílaba. Acontecem no encontro entre duas vogais em uma mesma sílaba, em que uma é a vogal principal, com o tom mais intenso, e a outra é a semivogal, que possui um papel secundário. Em um encontro vocálico, o /a/ sempre será a vogal principal, /i/ e /u/ sempre serão semivogais, e /e/ e /o/ podem assumir os dois papéis.


Consoantes

As consoantes são sons produzidos sob a influência de obstáculos do aparelho fonador. Diferente das vogais, cujos sons se formam a partir da simples vibração do ar nas cordas vocais, as consoantes precisam dos lábios, dentes, língua, palato, véu palatino, úvula ou qualquer outro obstáculo para serem pronunciadas. As consoantes, assim como as vogais, podem ser classificadas quanto a alguns aspectos.


Quanto ao papel das cordas vocais:


Surdas: Consoantes que não passam pelas cordas vocais.

Sonoras: Consoantes que passam pelas cordas vocais.

Quanto ao modo de articulação:


Oclusivas – Pronunciadas fechando-se o aparelho fonador para impedir a saída do ar.

Fricativas – Pronunciadas através da fricção do ar em um obstáculo.

Laterais – Pronunciadas pela passagem do ar pelo canto da boca.

Vibrantes – Pronunciadas pela vibração de um elemento do aparelho fonador.

Nasais – Pronunciadas pela saída do ar pelo nariz.

Quanto ao ponto de articulação:


Bilabiais – Pronunciadas pelo contato dos lábios.

Dentais – Pronunciada pelo contato da língua com dentes.

Alveolares – Pronunciada pelo contato da língua com alvéolos dos dentes.

Labiodentais – Pronunciada pelo contato dos lábios com a arcada superior dos dentes.

Palatais – Pronunciada pelo contato da língua com o palato.

Retroflexivas – Pronunciada pela curvatura da língua.

Velares – Pronunciada pelo contato da parte traseira da língua com véu de palatino.

Uvulares – Pronunciada pela vibração da úvula.

Glotais – Pronunciada pela vibração da glote.

Frases que toda mãe fala

 Toda mãe fala:

1 - Você encontrou isso? Não? Então vai guardar no lugar certo

2 - Você não é todo mundo

3 - Um dia você vai ter filhos iguais a mim. Aí você vai ver o quanto eu sofro

4 - Quando chegar em casa a gente conversa

5 - Isso não é um quarto, é um chiqueiro

6 - Quando eu morrer, você vai me dar valor

7 - Fica o dia inteiro nesse celular e quando ligo não me atende, por quê?

8 - Me respeite que eu sou sua mãe

9 - Fala direito comigo que não sou seus amiguinhos

10 - Se correr vai apanhar dobrado

11 - Não fez mais que sua obrigação

12 - Vai sair com quem? Quem é fulano? De onde você conhece ele? Quero o telefone e o endereço

13 - Quando você for dono do seu próprio nariz você faz o que quiser

14 - Não importa se você tem 18 anos, enquanto você morar no mesmo teto que eu, vai fazer o que eu mandar

15 - Não assiste TV de perto que estraga a vista

16 - Não tem mais nem menos

17 - É tudo eu nessa casa

18 - Quando eu tinha sua idade, estudava, trabalhava e cuidava da casa, não ficava vagabundando

19 - Eu avisei, não avisei?

20 - Não te carreguei 9 meses pra isso

21 - Um dia você vai me agradecer

22 - Você não sai daí enquanto não terminar

23 - Tá levando um casaco? Vai esfriar

24 - Você é igualzinho ao seu pai

25 - Se você não guardar suas coisas, vou varrer tudo

26 - Por acaso passou um furacão no seu quarto?

27 - Pede pro seu pai

28 - Vem comer que tá esfriando

29 - Esqueceu? Só não esquece a cabeça porque tá grudada no pescoço

30 - Você quer me matar?

31 - Vou contar até três

32 - Sai desse computador e vai fazer alguma coisa

33 - Apaga essa luz que não sou sócia da empresa de energia elétrica

34 - Leva o guarda-chuva que vai chover, e leva o casaco que vai esfriar

35 - Agora sou sua motorista?

36 - Reza pra essa mancha sair da sua roupa

37 - Repete isso que você falou

38 - Juízo, hein?

39 - Engole o choro

40 - Se continuar chorando, vou dar motivo pra chorar de verdsade

41 - Cansado de quê? Você não faz nada

42 - Você acha que dinheiro nasce em árvores ou é filho do Silvio Santos?

43 - Você acha que eu tenho cara de caixa eletrônico pra me pedir dinheiro toda hora?

44 - O filho de fulano faz tudo em casa sem reclamar

45 - Isso não é companhia pra você

46 - Coração de mãe não se engana

47 - Não precisa ter medo, é só respeitar

48 - Pode tomar, formiga faz bem pra vista

49 - Qual é a parte do 'não' que você não entendeu

50 - Abaixa esse som, aqui não é a casa da mãe Joana

51 - Faz você, não sou sua empregada

52 - Comer chocolate dá espinha

53 - Tomar sorvete com dor de garganta faz mal

54 - Não pode misturar manga com leite

55 - Não pode nadar ou entrar na piscina depois de comer porque dá congestão

56 - Não pode descascar a maçã porque a vitamina está na casca

57 - Divide com seu irmão

58 - Você anda saindo muito. Ficar em casa e estudar que é bom nada

59 - Desliga esse computador que amanhã você tem aula

60 - Quando eu morrer não quero ver ninguém chorando no meu caixão

61 - Pode passar, não vou te bater

62 - Se você continuar sem me ajudar vou desligar sua internet

63 - Quando eu voltar quero ver essa casa um brinco

64 - Na minha época não era assim

65 - Cadê o troco?

66 - Não é depois, é agora

67 - Respeito é bom e não quebra os dentes

68 - Vou pensar no seu caso

69 - Volta aqui e me pede desculpa

70 - Isso é pra você aprender a ter limite

71 - Sai desse banho, vai acabar com a água do planeta

72 - Já falei que não e ponto final

73 - Isso é hora de chegar em casa?

74 - Me responde de novo que eu te quebro os dentes

75 - Como você sabe que não gosta se ainda não provou?

76 - Você sabia que na África tem gente passando fome?

77 - Espera seu pai chegar em casa

78 - Por acaso você é feito de açúcar?

79 - Quer alguma coisa doce, vá na cozinha, tem uma lata cheia de açúcar

80 - Entra por um ouvido e sai pelo outro

81 - Fala um palavrão que eu vou lavar sua boca com sabão

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Verbos irregulares e regulares que merecem atenção

 passear - por ele se conjugam todos os verbos terminados em EAR

confiar - por ele se conjugam todos os verbos terminados em IAR, exceto os verbos MARIO: mediar, ansiar, remediar, intermediar, incendiar e odiar

crer - sofre alteração na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, no presente do subjuntivo, você, nós e vocês do imperativo afirmativo e no imperativo negativo.

Seguem esse modelo o derivado descrer e os verbos ler e reler.

perder - muda o D para C nos tempos já citados

requerer - não segue a conjugação de querer. É irregular na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (requeiro) e nos seus derivados. Nos outros tempos, é absolutamente regular, segue a conjugação de vender.

valer - muda o L para LH nos tempos já citados. Segue esse modelo o verbo equivaler.

aderir - muda o E para I nos tempos já citados. Seguem esse modelo: ferir, inserir, preterir, compelir, expelir, impelir, repelir, referir, competir, repetir, deferir, despir, desferir, discernir, divergir, digerir, diferir, convergir, advertir, refletir, seguir, conseguir, perseguir, prosseguir, sentir, assentir, consentir, dissentir, pressentir, preferir, ressentir, mentir, desmentir, servir, transferir, vestir, desvestir, investir, revestir, sugerir, conferir, auferir, aferir, divertir.

progredir - muda o E para I nos tempos já citados. Seguem esse modelo: agredir, prevenir, denegrir, regredir, transgredir.

dormir - muda o O para U nos tempos já citados. Seguem esse modelo: cobrir, descobrir, encobrir, recobrir, engolir, tossir.

medir - muda o D para Ç nos tempos já citados. Seguem esse modelo: pedir, despedir, expedir, impedir, ouvir.

fugir - muda o G para J nos tempos já citados. Seguem esse modelo: acudir, bulir, consumir, cuspir, entupir, desentupir, sacudir, subir, sumir. Assumir, presumir e resumir são regulares, como partir.

polir - muda o O para U nos tempos já citados. Segue esse modelo o verbo sortir.

Os verbos terminados em uzir - aduzir, produzir, conduzir, reduzir, seduzir, deduzir, induzir, introduzir, reproduzir - não apresentam a desinência E

Os verbos terminados em air - cair, abstrair, atrair, contrair, decair, distrair, esvair, extrair, recair, retrair, sair, sobressair, subtrair, trair - e uir - possuir, incluir, contribuir, atribuir, retribuir, instruir, evoluir - apresentam a desinência I, não E. São exceções os verbos destruir e construir, e seu derivado reconstruir.

estar - é irregular no presente do indicativo e do subjuntivo, no pretérito perfeito, mais-que-perfeito, imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo. É regular no pretérito imperfeito, futuro do presente, futuro do pretérito e nas formas nominais.

Em alguns verbos, o presente do subjuntivo não usa o radical do presente do indicativo: estou / esteja, sou / seja, hei / haja, vou / vá, sei / saiba, dou / dê, quero / queira.

dar - é irregular nos 6 tempos já citados, e regular nos 3 tempos já citados. Os verbos circundar e vedar são regulares.

aprazer - idem. A terceira pessoa do singular não apresenta a desinência e. Comprazer segue o mesmo modelo, no pretérito perfeito e seus derivados, pode ser conjugado como vender. Prazer segue o modelo de aprazer, mas se conjuga apenas nas terceiras pessoas, não se usa no imperativo.

caber - idem. Não se conjuga no imperativo, devido ao seu sentido.

dizer - idem. É irregular em quase todos os tempos, somente o pretérito imperfeito e o gerúndio são regulares. Seguem esse modelo os derivados: bendizer, contradizer, maldizer, desdizer. O particípio desse verbo e seus derivados é irregular: dito, maldito, bendito, contradito. Os futuros perdem a sílaba ze: direi, diria.

fazer - idem. Somente o pretérito imperfeito e o gerúndio são regulares, é irregular em quase todos os tempos. Os futuros perdem a sílaba ze: farei, faria. Seguem esse modelo os derivados: refazer, desfazer, rarefazer, liquefazer, perfazer, satisfazer. O particípio desse e seus derivados é irregular: feito, desfeito, refeito, satisfeito, liquefeito, rarefeito.

haver - idem. Apresenta duas formas para a primeira e segunda pessoa do plural: havemos / hemos, haveis / heis.

poder - idem. Devido ao sentido, não se usa no imperativo.

pôr - idem. Recebe acento circunflexo para diferenciar da preposição por. Seguem esse modelo seus derivados: compor, expor, depor, propor, impor, repor, sobrepor, transpor, contrapor, interpor, opor, supor, recompor, opor, decompor, pressupor, etc. Nenhum derivado é acentuado.

querer - idem. Assim como o verbo pôr, não existe a letra Z.

ser - idem. É considerado anômalo, por sofrer profundas alterações em sua conjugação. No imperativo, apresenta formas independentes para a segunda pessoa: sê tu e sede vós.

ter - idem. Seguem esse modelo seus derivados: manter, conter, deter, reter, entreter, obter, abster-se, ater-se, suster. No plural, recebe acento circunflexo para diferenciar do singular. Seus derivados são grafados com acento agudo no singular.

trazer - idem. Os futuros perdem a sílaba ze: trarei, traria. É irregular em quase todos os tempos, regular somente no pretérito imperfeito e nas formas nominais.

ver - idem. Seguem esse modelo seus derivados: prever, antever, rever, entrever, telever. O particípio deste e seus derivados é irregular: visto, previsto, revisto. Não confunda a terceira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo ver - veem - com a do verbo vir: vêm. Prover, que significa abastecer, suprir, se conjuga como ver, exceto no pretérito perfeito e seus derivados e no particípio, em que segue a conjugação de vender.

ir - idem. É considerado anômalo, porque apresenta várias irregularidades em sua conjugação. As formas do pretérito perfeito, mais-que-perfeito, imperfeito do subjuntivo e futuro do subjuntivo são iguais às do verbo ser. É regular apenas no pretérito imperfeito, futuro do presente, futuro do pretérito e nas formas nominais.

vir - idem. Seguem esse modelo seus derivados: intervir, provir, convir, sobrevir, advir, desavir-se (desentender-se). Seus derivados recebem acento agudo no singular e circunflexo no plural. O verbo vir e seus derivados - vindo, convindo, intervindo, provindo, advindo - apresenta particípio e gerúndio iguais.


abolir - não apresenta a primeira pessoa do singular do presente do indicativo e, consequentemente, o presente do subjuntivo, você, nós e vocês do imperativo afirmativo e o imperativo negativo. Por ele se conjugam: colorir, banir, demolir, extorquir.

Explodir, que antes era defectivo, já é considerado regular, aceitando formas como explodo e exploda.

falir - não apresenta as formas rizotônicas do presente do indicativo e, consequentemente, o presente do subjuntivo, tu, você, nós e vocês do imperativo afirmativo e o imperativo negativo. Por ele se conjugam: reaver, precaver, remir, ressarcir, computar.

Adequar, que antes era defectivo, já é considerado regular, aceitando formas como adéquo, adéqua, adéque e adéquem.

Precaver não deriva de ver nem de vir. Não existem precavejo nem precavenho.

Reaver se conjuga como haver, somente nas formas em que este apresenta a letra V. Reveja existe, mas é do verbo rever. Reaja existe, mas é do verbo reagir.

As formas inexistentes do verbo remir são supridas pelas do sinônimo redimir.


averiguar - apresenta dupla pronúncia: o acento tônico recai na vogal I, marcado com acento agudo (mais comum no Brasil) ou recai na vogal U (mais comum em Portugal).

Seguem esse modelo os verbos apaziguar e obliquar.

mobiliar - embora seja um verbo regular, tem o bi como sílaba tônica nas formas rizotônicas do presente do indicativo, presente do subjuntivo, imperativo afirmativo e negativo, diferente dos outros verbos terminados em iliar, cuja sílaba tônica é o li: auxiliar, conciliar, reconciliar, retaliar.


Em alguns verbos, como dirigir, descer, atiçar, carregar, fingir, erguer, não há irregularidade, mas apenas alterações gráficas para manter a pronúncia. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Palavras e expressões racistas que devemos evitar

 a coisa tá preta - substituição: a situação está difícil

a dar com pau - substituição: bastante / muito

dia de branco - substituição: dia de trabalho

até tenho amigos que são negros - substituição: vamos repensar nosso comportamento

boçal - substituição: ignorante / grosseiro

bucho cheio - substituição: satisfeito

cabelo duro / bombril / ruim - substituição: cabelo crespo / cacheado

cor de pele - substituição: bege / rosa-claro

criado-mudo - substituição: mesa de cabeceira

coisa / serviço de preto - substituição: trabalho errado

crioulo - substituição: negro

chuta que é macumba - substituição: sai daqui

denegrir - substituição: difamar

da cor do pecado - substituição: não hipersexualizar corpos negros

disputar a nega - substituição: desempatar

doméstica - substituição: empregada / funcionária

deixar claro / esclarecer - substituição: deixar explicado, explicar, informar

estampa étnica - substituição: estampa africana

feito nas coxas - substituição: mal feito

humor negro - substituição: humor ácido

inveja branca - substituição: inveja é inveja, troque por um elogio

lista negra - substituição: lista proibida

lavar a égua - substituição: se dar bem, querer se aproveitar

macumba - substituição: oferenda, ebó (no candomblé), despacho (na umbanda), candomblé, umbanda, religião de matriz africana

macumbeiro - substituição: umbandista, candomblecista

magia negra - substituição: bruxaria, feitiçaria

meia tigela - substituição: medíocre, mal feito

mercado negro - substituição: mercado clandestino

mulato/a, mulato/a tipo exportação - substituição: negro/a de pele clara

moreno/a - substituição: chamar uma pessoa negra pelo nome

nega maluca - substituição: bolo de chocolate

negrinho - substituição: brigadeiro

nhaca - substituição: mau cheiro

não sou tuas negas - substituição: me respeite

ovelha negra - substituição: rebeldia

programa de índio - substituição: programa chato

preto de alma branca - substituição: boa pessoa

samba do crioulo doido - substituição: confusão

tem caroço nesse angu - substituição: aí tem coisa

tribo - substituição: povo, nação

volta pro mar, oferenda - substituição: vá embora

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Quando usar crase?

1  CRASE 

2  Crase É a fusão (junção) da preposição a exigida pela regência do verbo ou do nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) mais o artigo definido a, os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo e o pronome demonstrativo a.

A crase é indicada pelo acento grave (`).

Condições para ocorrência de crase

1. O termo regente deve exigir a preposição a.

2. O termo regido tem que ser uma palavra feminina que admita artigo a(s).

Ex.: Ele foi a a fazenda ontem depois do almoço.

à 

3  Regra prática

Para você saber se há crase antes de uma palavra feminina, troque essa palavra por uma masculina correspondente e observe:

1. Se antes da palavra masculina aparecer ao(s), use crase antes da feminina.

Ex.: Ela foi à feira ontem.

Ela foi ao mercado ontem.

2. Se antes da palavra masculina aparecer apenas a(s) ou o(s) não use crase.

Ex.: Os jogadores visitaram a cidade.

Os jogadores visitaram o museu.


4  Casos em que ocorre crase

v Nas locuções adverbiais femininas.

Ex.: O rapaz saiu à tarde e chegou à noite. (locução adverbial de tempo)

Ex.: Ele foi à feira e depois à lavanderia. (locução adverbial de lugar)

Ex.: O governador viajou às pressas. (locução adverbial de modo)

Observação:

Com os adjuntos adverbiais femininos de instrumento a crase é facultativa.

Ex.: O pai saiu sem fechar a porta à chave.

O pai saiu sem fechar a porta a chave.

Ex.: O soldado foi ferido à baioneta.

O soldado foi ferido a baioneta.


5  v Nas locuções prepositivas (formadas por a + palavra feminina + de)

Ex.: Meu amigo conseguiu ser aprovado à custa de muito esforço.

Ele saiu à procura de ajuda.

v Nas locuções conjuntivas (formada por a + palavra feminina + que).

Ex.: A cidade se acalma, à medida que escurece.

À proporção que chovia, aumentavam os buracos na rua.

Observação:

A locução prepositiva feminina à moda de recebe o acento grave mesmo quando o termo 'moda de' vier subentendido. Então o à poderá ficar diante de palavra masculina, como no exemplo:

Ex: Usava cabelos à Luís XV. (à moda de Luís XV)

Pediu bife à parmegiana.


6  Casos em que a crase é facultativa

v Antes de pronomes possessivos femininos (porque antes desse tipo de pronome o artigo é facultativo).

Ex.: Ele se refere à minha mãe.

Ele se refere a minha mãe.

Havendo elipse do substantivo, a crase será obrigatória.

Ex.: Ele se referiu à minha empresa, não à sua.

v Antes de nomes de mulheres (porque antes de nomes próprios o artigo é facultativo).

Ex.: Eu me referi à Maria.

Eu me referi a Maria.

Em referência a pessoas com quem não se tem intimidade, não se usa crase, a menos que haja um determinante.

Ex.: Fez homenagem a Irmã Dulce.

Fez homenagem à religiosa Irmã Dulce.

Se o nome vier qualificado, a crase será obrigatória.

Ex.: Referiu-se à querida Maria.

v Depois da preposição até (porque tanto existe a preposição até quanto a locução prepositiva até a).

Ex.: Todos os alunos foram até à escola.

Todos os alunos foram até a escola.


7  Casos em que não ocorre crase

v Antes de nomes masculinos (porque essas palavras não admitem o artigo a.

Ex.: Ele adora andar a cavalo, ela prefere andar a pé.

v Antes de verbos (porque antes de verbos não aparece artigo)

Ex.: Assim que saíram, começaram a correr.

v Antes de pronomes que não admitem artigo.

Pronomes pessoais (porque antes deles não se usa artigo)

Ex.: Todos se dirigiram a ela.

b) Pronomes de tratamento (porque antes deles não se usa artigo)

Ex.: Dirigi-me a Vossa Excelência para despedir-me.

Observação:

Os pronomes de tratamento dona, madame, senhora e senhorita, pelo fato de admitirem o artigo, admitem também a crase.

Ex.: Nada disse à senhora.

8  v Quando o a (singular) aparece antes de uma palavra no plural.

c) Pronomes demonstrativos, interrogativos, indefinidos e relativos

Ex.: É hora de dar um basta a essa barbárie.

A qual delas você deve dinheiro?

Não demonstrava sua tristeza a ninguém.

Aquela é a senhora a quem dirigi meus votos de felicidade.

Observação:

Pode ocorrer a crase entre a preposição a e os pronomes relativos a qual e as quais.

Ex.: Estas são as finalidades às quais se destina o projeto.

Seria aquela a jovem à qual você se referia?

v Quando o a (singular) aparece antes de uma palavra no plural.

Ex.: Ele se dirigia a pessoas estranhas.

Se o a vier seguido de s, haverá crase.

Ex.: Ele se dirigia às pessoas estranhas.

9  v Em expressões com palavras repetidas

Ex.: O tanque se encheu gota a gota.

Antes de nomes de cidades (que não admitem o artigo feminino a), sem adjunto adnominal

Ex.: Eles pretendem ir a Paris.

Observação:

Quando o nome da cidade apresenta um adjetivo ou locução adjetiva, ele passa a admitir artigo e, nesse caso, pode ocorrer a crase, desde que o termo regente exija a preposição a.

Ex.: Eles pretendem ir à fascinante Paris.

v Antes da palavra casa, no sentido de moradia, se não vier determinada. Se vier determinada aceita a crase.

Ex.: Voltei a casa cedo.

Voltei à casa de meus pais cedo.


10  v Antes da palavra terra, no sentido de chão firme, tomada em oposição a mar ou ar, se não vier determinada, não aceita o artigo e não ocorre a crase. Se vier determinada, aceita o artigo e ocorre a crase.

Ex.: Os marinheiros já voltaram a terra.

Os marinheiros voltaram à terra de seus sonhos.

Observação:

Quando a palavra terra for usada no sentido de terra natal ou planeta, a palavra terra admite artigo, por isso, ocorrerá crase, se o termo regente exigir preposição.

Ex.: A espaçonave voltara à Terra, no ano 3000. 

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